O comércio paulistano registrou crescimento de 1,3% das vendas para o Dia das Mães na primeira quinzena de maio, informou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em comparação ao desempenho apurado em igual período de 2016, conforme seu Balanço de Vendas.



O aumento foi sustentado pela comercialização de produtos mais baratos e negociados à vista, como roupas, calçados e acessórios, relatou a ACSP. Nesta modalidade, a variação chegou a 4,7% de alta. No caso das vendas a prazo, foi verificada queda de 2,2%, em decorrência do maior valor dos produtos financiados.



"O crescimento desses bens semiduráveis está alinhado com o que nossa pesquisa indicou: que nesse Dia das Mães não haveria espaço para móveis e eletrodomésticos, em decorrência do estreitamento orçamentário das famílias e também dos juros altos", analisa o presidente da ACSP, Alencar Burti. O resultado quinzenal, entretanto, reflete "fortemente" a celebração do Dia das Mães, lembra Burti, e não pode ser projetado para o restante do mês.



A última elevação verificada no período havia sido em 2014, com crescimento de 2,4%. Em 2016, houve retração média de 17,2% sobre o resultado do período em 2015, que por sua vez, havia recuado 2,6% ante a quinzena equivalente em 2014.



Na comparação com a primeira quinzena de abril, o efeito sazonal provocado pelo Dia das Mães fica evidente: salto de 20,1% na média. Nas compras à vista, o ganho foi de 40,1%, enquanto as vendas a prazo ficaram praticamente estáveis, com leve alta de 0,1%.



"Insistimos em que o Banco Central promova cortes mais agressivos na Selic, para que a baixa dos juros seja repassada o quanto antes para o consumidor", afirmou Burti. Só assim, avalia, o consumidor ficará mais confiante e estimulado a adquirir produtos de maior valor.



O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP, a partir de dados da Boa Vista Serviços.