São Paulo - O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,9 ponto entre maio e junho, ao passar de 70,5 para 72,4 pontos. Após a quarta alta consecutiva, o índice atinge o maior nível desde junho do ano passado.

Segundo a FGV, na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,2 ponto em junho, a maior alta desde março de 2010. "Ao final do primeiro semestre, ampliam-se os sinais de melhora na curva de confiança do setor de serviços, ainda que o patamar médio dos indicadores continue muito baixo em termos históricos. avalia o consultor do FGV/Ibre, Silvio Sales.

Na visão de Sales, o movimento faz parte de uma onda de melhora das expectativas que atinge toda cadeia econômica. "A melhora tem sido sustentada pela contínua redução do pessimismo em relação aos meses seguintes e tem um perfil disseminado entre os diversos segmentos pesquisados, incluindo uma sinalização de arrefecimento no ritmo de cortes previstos no quadro de trabalhadores."

Por setor

Em junho, nove das 13 atividades pesquisadas registraram alta da confiança. "A evolução do índice geral foi determinada pela combinação de altas no índice que mede o pulso do setor em relação ao momento atual e no que capta as expectativas para os próximos meses", detalha a FGV, em nota.

O Índice de Situação Atual (ISA-S), por exemplo, subiu 1,0 ponto, para 67,5, e o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,0 pontos, alcançando 78,0 pontos. Com o resultado, o IE-S abriu uma distância recorde de 10,5 pontos em relação ao ISA-S e apresentou a primeira variação interanual positiva (2,9 pontos) desde novembro de 2012. Com o resultado de junho, o indicador que prevê a Evolução do Pessoal Ocupado (PO) nos três meses seguintes registra, no segundo trimestre, a primeira alta em relação ao trimestre anterior desde o primeiro trimestre de 2012: 1,8 ponto, ao subir para 83,3 pontos. Este movimento é determinado principalmente pela migração de empresas que anteriormente previam diminuição. "A moderação no ritmo de cortes de postos de trabalho num setor responsável por cerca de 60% da população ocupada pode vir a atenuar o quadro desfavorável do mercado de trabalho nos próximos meses", diz Sales.