SÃO PAULO - Depois de combater o trânsito nas grandes cidades com o Waze, o israelense Uri Levine, fundador do aplicativo, quer ajudar os motoristas na manutenção de seus veículos com a startup Engie.



Com um preço de R$ 59,00, para usuários Android e R$ 79,00 para IOS, o dispositivo é compatível com a maioria dos veículos a gasolina a partir de 2002 e a diesel a partir de 2005.



A instalação é realizada pela própria pessoa, com auxílio do aplicativo. O aparelho fica na entrada OBD (da sigla em inglês On Board Diagnostics, ou "diagnóstico de bordo") do carro, que varia de acordo com o modelo e marca.



Depois de instalado, o aparelho se conecta ao celular e pode identificar mais de 10 mil problemas mecânicos. Ao detectar uma falha, o dispositivo fornece um diagnóstico, seja sobre a condição do motor, parte elétrica, consumo de gasolina ou qualquer outro problema encontrado.



Ao mostrar exatamente o que deve ser consertado, o aplicativo sugere oficinas mecânicas que podem solucionar o problema. A ferramenta também exibe recomendações de outros usuários sobre o mecânico em questão, numa lógica semelhante à do Waze, quando vários usuários se comunicam para relatar algum buraco na via ou uma batida que esteja gerando congestionamento numa rua.



Dessa forma, o Engie quer economizar o tempo dos motoristas, já que eles irão ao mecânico já sabendo exatamente o problema que deve ser solucionado e o preço estimado de quanto vai custar esse reparo.



Atuando desde 2014 em Israel, a startup já está presente em seis países, entre eles Espanha e México. Ao todo, mais de 200 mil usuários utilizam o dispositivo.