São Paulo - A Oi pretende se reunir com detentores de bônus e credores na próxima semana para voltar a discutir estratégias para equacionamento de sua dívida, após o pedido de recuperação judicial da companhia ser aceito na quarta-feira pela Justiça do Rio de Janeiro.

A informação é do presidente executivo da empresa, Marco Schroeder, que não forneceu maiores detalhes sobre os termos de reestruturação de dívida que a Oi pretende levar para discussão com os credores. Entre as alternativas que a empresa pode levar aos credores estão propostas de corte no valor principal da dívida (haircut), alongamento de prazos e conversão de parte dos débitos em ações do grupo.

Já a venda de ativos no Brasil por ora está descartada. "Não acredito em venda de ativo aqui no Brasil porque são integrados. Talvez os ativos no exterior porque continuamos com operações na África e em Timor (Leste). Tem alguns interessados. O plano deve contemplar possivelmente a venda desses ativos", disse Schroeder - segundo a imprensa internacional, o empresário timorense Nilton Gusmão seria um potencial interessado.

O presidente da Oi elogiou a decisão do juiz do processo de recuperação do grupo que deu à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prazo de cinco dias para indicar até cinco empresas especializadas para serem avaliadas para o papel de administrador judicial da empresa.

Na quarta-feira (29), o presidente da Anatel, João Rezende, afirmou que o governo não está vendo necessidade em intervenção na Oi no curto prazo diante da continuidade dos serviços prestados pela operadora.