Rio de Janeiro - Marca com forte presença na Região Sul do país, a Senff focará seu crescimento especialmente no Rio de Janeiro este ano. A empresa que desenvolve cartões com as marcas dos lojistas quer, mais uma vez, crescer acima da média nacional dentro do estado.

Com estrutura própria no Rio desde o ano passado - antes trabalhava com escritório de representação -, a companhia prevê, para este ano, crescimento de 17% só nos negócios fluminenses - para o Brasil, a expectativa fica entre 14% e 15%. O otimismo é calçado na boa performance do Rio no faturamento da empresa em 2016, com 9% de evolução, ante 7,6% do registrado em todo o país.

"Atuamos no estado há 15 anos, mas nossa operação ainda é pequena e vamos incrementá-la com essa estrutura própria. O Rio, hoje, responde por 5% do nosso faturamento, ou seja: temos muito para crescer e trabalhamos com uma perspectiva de crescimento bem maior que a do ano passado", explica o diretor Comercial da Senff, Werther Liconti.

A estratégia passa principalmente pelo setor de cartões com a marca da loja, produto também conhecido como Private Label. E tem foco principalmente no segmento de supermercado. Tanto que a Senff volta a participar da Super Rio Expofood, evento voltado para este segmento e que reunirá redes varejistas, indústrias de alimentos e serviços entre os dias 21 e 23 de março, no Riocentro.

Exclusividade

Hoje, a Senff reúne 3 mil empresas que contratam o serviço de cartões com marca própria. Pelo volume de compras, só o setor supermercadista responde por 65%. Mas os segmentos de vestuário, calçados e farmácias também têm destaque no faturamento da empresa.

Para o estabelecimento comercial, o grande apelo do Private Label é a capacidade de fidelização. O cliente recebe o cartão com limite definido e só pode usá-lo, para compras daquele ramo de negócio, na loja emissora. Por exemplo, se o cartão for de uma rede de supermercados, ele até faz compras com o cartão em postos de combustível ou farmácias que aceitem a bandeira Senff, mas não pode usá-lo no supermercado concorrente.

"A loja aumenta o poder de compra do cliente imediatamente. Além disso, o estabelecimento dá ao consumidor o limite de 40 dias de crédito e a possibilidade de pagamento da fatura na própria loja, o que já motiva nova visita ao estabelecimento e novo consumo. Diminui o fluxo do tempo médio entre uma compra e outra", garante Liconti.

Segundo o executivo, o Private Label pode aumentar o tíquete médio do lojista. Nos estabelecimentos clientes da Senff, os cartões próprios representam 40% a mais de volume de compras do que outras formas de pagamento das empresas, como dinheiro, cartões de débito ou cartões de crédito de bandeiras generalistas.

Inadimplência

Na parte operacional, os cartões próprios são aceitos na maior parte das máquinas de varejo. As taxas de uso do Private Label também são similares às praticadas por outras operadoras de crédito. Já o nível de inadimplência costuma ser maior. "Trabalhamos com crédito periférico. Em épocas de crise, o cidadão escolhe o que pagar. Primeiro as contas de serviços e os cartões tradicionais. Mas isso faz parte do nosso negócio", reconhece o executivo.