Rio de Janeiro - Hoje, existe serviço compartilhado para tudo. Transporte e hospedagem são os mais famosos, mas até impressão 3D ganhou o seu Uber. A carioca Cammada criou uma ferramenta para facilitar serviços de prototipagem, customização de produtos, entre outros.

A empresa reúne "fornecedores" de impressoras 3D e potenciais clientes para esses serviços. No site (cammada.com), o interessado faz o upload do modelo que quer montar e escolhe os atributos dos quais necessita: material, tipo de impressão e cor do objeto.

O portal, então, mostra ao cliente uma lista de fornecedores aptos para desenvolver a peça e os diversos preços catalogados. Há, ainda, uma espécie de galeria de modelos 3D com itens já feitos e sugestões para os usuários.

O pagamento é feito on-line e a Cammada faz uma espécie de fiscalização para que as encomendas sejam entregues dentro do prazo estabelecido. Através do portal, o cliente também pode acompanhar o desenvolvimento do seu pedido e o fluxo de entrega do item.

Público variado

Atualmente, a Cammada reúne 150 fornecedores para impressão 3D. Em menos de um ano de atuação (a startup foi criada em janeiro do ano passado), foram mais de 300 pedidos e mais de 3 mil peças feitas pelo serviço.

No público-alvo, há desde pessoas físicas interessadas em fazer peças para alguma máquina que deixou de ser fabricada no mercado, até pequenos empreendedores de diferentes áreas.

"Nosso maior foco está na disseminação da tecnologia e das oportunidades existentes com a impressão 3D. Utilizamos as redes sociais e recursos da internet para difundir as informações para o público", aposta José Luis Oliveira, um dos sócios da Cammada.

No histórico de serviços, existem casos curiosos, como a encomenda de montagem deuma peça de trator que saiu de fabricação. Ou então de outro cliente, que precisava de um suporte para a porta do congelador de sua geladeira antiga.

Ao mesmo tempo, surgem frequentemente muitos pedidos de empresas com demandas para setores de engenharia e prótese odontológica. Ale´m de grandes redes de varejo, como a Renner, por exemplo, que lançou mão dos serviços da Cammada para fazer a encomenda de 300 braceletes para um evento de moda. Já uma empresa de engenharia teria conseguido o molde para uma peça ao custo de R$ 200, enquanto pelo processo convencional teria de desembolsar R$ 3 mil.

"Clientes corporativos normalmente nos procuram com uma demanda bem definida. O contato com esses usuários ocorre de forma mais assertiva, com a demanda vinda de algum problema técnico. Bom exemplo é de uma empresa que solicitou a impressão de quatro modelos de uma peça, com pequenas diferenças. Ela queria apenas apresentar os protótipos para aprovação antes de produzir em maior escala", conta o empresário.

Além do custo mais em conta do procedimento por impressão 3D, o sistema atrai pela agilidade e simplificação dos processos. "Enxergamos um grande potencial no pequeno e médio empreendedor, pois a impressão 3D reduz uma série de barreiras de entrada para o desenvolvimento de novos produtos", defende.

Aplicativo

De olho nesse potencial, a empresa aposta em crescimento significativo dos negócios em 2017. A estimativa é alcançar faturamento de R$ 200 mil/mês. Para o ano que vem, entre os projetos, está o de tornar a plataforma um aplicativo para smartphones e tablets.

"O site funciona em formato muito amigável e se assemelha ao visual dos aplicativos. Por enquanto, estamos aprimorando nosso fluxo de venda e desenvolvendo melhorias. No futuro pensamos em ter um app, quem sabe em 2018", avisa.