São Paulo - A necessidade em melhorar os processos de sua empresa serviu como base para a criação do software de gestão Runrun.it. Com investimento de R$ 2,1 milhões, a ferramenta já é adotada por mais 130 mil empresas, a maioria (quase 60%) formada por pequenas e médias, que buscam ganhar produtividade e lucratividade.

De acordo com o CEO e cofundador da Runrun.it., Antônio Carlos Soares, a proposta atendeu, inicialmente, o gargalo que existe em uma de suas empresas. "Tive uma empresa de desenvolvimento de aplicativos para celulares que registrou crescimento rápido, em 2009. As mudanças nos escopos dos projetos atendidos eram constantes e pensamos em uma solução para mais bem acompanhar os processos. Partimos de uma plataforma mais aberta e horizontal e serviu a proposta do software que atualmente é apresentado no mercado", lembra Antônio.

Com 80% de clientes cadastrados, em território nacional, a empresa revela otimismo de melhores resultados e a conquista de novos usuários. "Neste momento, em que a crise é visível para todos, as empresas buscam soluções para reduzir seus custos. Estamos em uma área que manterá evolução, em especial pelo número de empresas existentes no território", expõe o executivo.

"Em um ambiente de crise é importante tomar a decisão de corte de custos de modo consciente. Para realizar o enxugamento do quadro de pessoal também é importante ter conhecimento do quanto cada um agrega nos resultados da companhia", frisa.

Gestor no controle

Com metas alcançadas após o primeiro mês de uso da ferramenta, o software que dispõe de facilidade em navegabilidade e usabilidade mantém o alcance de resultados ao adotar critérios trabalhados em três frentes de gestão: tempo, desempenho e talentos.

O executivo remete as pesquisas de mercado que apontam o baixo desempenho de produtividade do trabalhador brasileiro ante outros países. "Em relação aos americanos, por exemplo, produzem 1/4 da demanda comprometida. Algo educacional, pois aqui a média de escolaridade são sete anos e lá são treze, além dos treinamentos que nos Estados Unidos ultrapassam cem horas enquanto aqui não chegam a trinta", explica.

De acordo com Antônio, outro gap é cultural, pois no Brasil existe uma questão relacionada ao problema do excesso de reuniões nas corporações e tempo perdido com o volume de e-mails. "Isso é um complicador e prejudica no andamento e evolução de processo dentro de uma estrutura, pois o colaborador gasta 60% de seu tempo em atividades que fogem do combinado", diz.

Ao fazer uso da ferramenta, o gestor inicia um controle dos processos, em que são adotadas métricas do desenvolvimento do processo. "Ao abrir uma tarefa o gestor conduz o processo e acompanha o desenvolvimento de cada um dos envolvidos, o tempo das atividades e mantém registrados todas as mudanças de escopo do processo", pontua. "Temos casos em que a ferramenta contribui para a melhoria da margem de rentabilidade de contratos, pois passaram a adotar métricas de tempo das atividades propostas."

Novos horizontes

Com presença confirmada em mais de 110 países, os próximos passos da empresa desenvolvedora do site é o processo de internacionalização da marca. De acordo com o executivo, para o alcance de corporações mundiais, os investimentos podem variar entre U$$ 5 e U$$ 10 mil, com perspectivas de início para o segundo semestre do próximo ano. "Temos que realizar uma atualização de software, algo que requer um período de até trinta dias. A demanda maior é a tradução de material", revela.

Para este ano, o planejamento da empresa requer entrada no mercado latino-americano, nos próximos meses. "Temos atuação em países do continente, mas estamos finalizando o material em espanhol". Também para este ano, a empresa finaliza a versão do software que poderá ser acessada via sistema Android e IOS, além de estudar o mercado de certificação para profissionais que trabalham com a ferramenta. "Vamos manter uma curva crescente", finaliza o executivo, que prevê 220 mil em seu cadastro empresarial.