A Procuradoria-Geral da República afirmou, em inquérito contra o presidente Michel Temer no Supremo Tribunal Federal (STF), que ele e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) se articularam com outras pessoas para impedir o avanço da Lava Jato seja por meio de medidas legislativas ou pelo controle da indicação de delegados que atuariam no caso.



Segundo o inquérito, o empresário da JBS Joesley Batista relatou pagamento de propina mensal ao ex-deputado Eduardo Cunha e recebeu anuência do presidente. O colaborador relata ainda ter ouvido do presidente que Temer poderia falar com ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre pleitos do grupo empresarial.