SÃO PAULO - O lucro do BTG Pactual caiu no quarto trimestre, com a receita na maioria dos negócios recuando na esteira de uma forte redução no tamanho do balanço do maior banco de investimentos independente da América Latina.



O lucro líquido totalizou 652 milhões de reais no trimestre, declínio de 1 por cento em relação aos três meses anteriores e um tombo de 47 por cento na comparação com o mesmo período de 2015, quando o banco sofreu com a prisão do fundador e principal acionista André Esteves no âmbito de investigações sobre corrupção no Brasil.



A receita recuou 35 por cento em relação ao terceiro trimestre, tocando uma mínima em cinco anos, após a receita com negociações no mercado (trading) e tarifas da gestão de fortunas afundarem 90 por cento. Embora o presidente-executivo Roberto Sallouti tenha reduzido despesas fortemente, a cisão de uma unidade de commodities e a venda do banco suíço BSI afetaram a capacidade do BTG de gerar receita.



Analistas alertaram que o os resultados do quarto trimestre deixariam claro se o BTG estava na direção de retornar a números operacionais recorrentes saudáveis. A prisão de Esteves em novembro de 2015 forçou o BTG a desmontar posições lucrativas no mercado e a vender ativos para lidar com a saída maciça de clientes da área de gestão de ativos.



O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio subiu ligeiramente para 12,7 por cento no quarto trimestre.



A empresa realiza teleconferência nesta quarta-feira para discutir os resultados.



Em um comunicado separado também divulgado na terça-feira, o BTG apresentou as informações básicas para uma segregação planejada das ações das suas principais divisões a fim de melhorar a transparência e retomar a confiança do investidor.



Sob o plano, uma combinação de ações ordinárias e preferenciais do Banco BTG Pactual e da BTG Pactual Participações seria oferecida a detentores das units do Grupo BTG Pactual . Os investidores poderiam optar pela separação ou em manter suas atuais units.



(Por Guillermo Parra-Bernal)