LONDRES - A Honda reestruturou suas operações na Fórmula 1 depois do rompimento com a McLaren, e Yusuke Hasegawa deixará o comando do projeto de F1 da empresa japonesa no final do ano.

A Honda, que vem tendo um desempenho decepcionante e inicia uma nova parceria com a Toro Rosso, de propriedade da Red Bull, em janeiro, disse em um comunicado nesta quinta-feira que a posição de Hasegawa será dividida em duas funções.

Toyoharu Tanabe, veterano da F1 que trabalhou como engenheiro de prova do austríaco Gerhard Berger na McLaren no início dos anos 1990, foi nomeado como diretor técnico.

Tanabe, que também foi o engenheiro-chefe do britânico Jenson Button na BAR e na Honda Racing entre 2003 e 2007, comandará as operações nas pistas e nos testes.

Um diretor de operações ainda a ser nomeado assumirá o setor de pesquisa e desenvolvimento em Sakura, no Japão, e Hasegawa continua como engenheiro-chefe.

"Ao separar estas áreas de responsabilidade, melhoraremos nossa estrutura para que tanto a equipe de desenvolvimento quando a equipe de corrida/testes possa assumir suas respectivas responsabilidades mais rapidamente", disse o diretor de marca e comunicações da Honda, Katsuhide Moriyama.

A Honda e a McLaren se separaram ao final da temporada de 2017, concluída no mês passado, encerrando três anos difíceis durante os quais os ex-campões mundiais viveram sua pior fase.

A McLaren, que teve uma parceria vencedora com a Honda no final dos anos 1980 e início dos 1990, venceu uma prova pela última vez em 2012, e neste ano foi a nona das dez equipes no grid com meros 30 pontos - 638 a menos do que a campeã Mercedes.        ?

(Por Alan Baldwin)