SÃO PAULO – O novo papa Francisco, o argentino jesuíta José Mario Bergoglio, foi denunciado em 2005 na Justiça de seu país por supostas ligações com o sequestro de dois missionários também jesuítas em 23 de maio de 1976, durante a ditadura militar.



De acordo com a acusação, Orlando Virgilio Yorio e Francisco Jalics, que desapareceram naquela data, eram companheiros de Bergoglio na Companhia de Jesus.



A acusação foi apresentada em 2005 pelo advogado Marcelo Parrilli, com base em artigos jornalísticos e n o livro “Igreja e Ditadura”, de Emilio Mignone, do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS).



O novo Pontífice também foi acusado pelas Avós da Praça de Maio, organização em defesa dos direitos humanos na Argentina, de também ter todo envolvimento com o roubo de bebês na época da ditadura. O sequestro de crianças foi uma prática corrente entre os militares argentinos contra membros da resistência política. O nome de Bergoglio foi citado no caso do desaparecimento da neta de uma das fundadoras da organização Avós da Praça de Maio, Alicia de la Cuadra.