Comércio
20/04/2017 - 14h40 | Atualizado em 20/04/2017 - 14h39

Demanda por crédito e propensão a investimentos das MPEs do varejo diminuem em março

Dados da SPC Brasil e CNDL apontam crise econômica e altas taxas de juros como fatores para afastamento dos empreendedores dos créditos e aplicações

Demanda por crédito e propensão a investimentos das MPEs do varejo diminuem em março
Demanda por crédito e propensão a investimentos das MPEs do varejo diminuem em março
Foto: Dreamstime

SÃO PAULO - O Indicador de Demanda por Crédito do Micro e Pequeno Empresário de Varejo, divulgado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), registrou 13,2 pontos em março, queda de 3 pontos ante fevereiro.

Entre os fatores que explicam o resultado está a precaução da Micro e Pequena Empresa (MPE) em emprestar e se endividar. Segundo a pesquisa, 85% do grupo entrevistado não demonstram interesse em tomar crédito nos próximos meses. Destes, 28% não querem por considerarem as taxas de juros altas, enquanto 18% disseram que se preocupam com o momento econômico do País.

O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, disse, em nota, que é necessário dar maior instrução ao micro e pequeno empreendedor a respeito da importância do crédito. Além disso, Pinheiro afirmou que só haverá melhoria no cenário dos empréstimos com previsões mais positivas da economia brasileira. "A crise econômica constitui um fator a mais no baixo apetite pelo crédito", avaliou.

No cenário dos investimentos, a situação é parecida para as MPEs. O Indicador de Propensão a Investir do Micro e Pequeno Empresário de Varejo e Serviços, também do SPC Brasil e CNDL, mostrou queda de 5,9 pontos, de 34,3 em fevereiro para 28,4 em março. Dentre os entrevistados, 66% disseram que não irão investir em seus negócios nos próximos meses.

A maior causa para essa cautela, segundo os dados divulgados, está na ausência de necessidade para os investimentos. Mas um terço do grupo entende que a crise econômica é um impeditivo dos aportes. Apenas 12% apontou a falta de recursos como fator principal para não realizar aportes.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o cenário econômico teria forçado as empresas a operar com capacidade reduzida e com quadro de funcionários menor nos últimos dois anos. "Nesse ambiente de crise, os projetos de expansão e melhoria do negócio são colocados em segundo plano", analisou, por meio de nota.

Matheus Riga

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