Comércio
14/07/2003 - 00h00

Gás de cozinha também ganha venda porta-a-porta

Na cidade de Guarulhos (SP), as revendedoras de perfumes da Avon e de lingerie da De Millus passaram a vender porta a porta um produto inédito nesse mercado: botijões de gás de cozinha. A Minasgás investiu R$ 1 milhão para lançar a venda direta de gás de botijão (GLP) em Guarulhos, através de mil vendedoras, que contam com o apoio de cinco pequenas lojas da empresa.Segundo Sergio Loureiro Thomé, gerente da unidade Mauá da Minasgás, as vendas de gás de cozinha caíram 10% no 1º semestre do ano, em decorrência da alta dos preços. Isso foi razão suficiente para a empresa começar a vender o gás porta a porta. Helena Chaves, que atua na venda da De Millus e da Avon desde 1997, passou a vender botijões. "Quando vi a empresa procurando por promotoras me assustei um pouco porque fiquei imaginando que levaríamos o botijão à casa da cliente", diz. Mas não era nada disso: a promotora vende o botijão e o caminhão da empresa faz a entrega.Comércio - Pág. A-8

Celia Moreira

O gás de cozinha é o mais novo produto, que passa a ser vendido porta a porta no País. A empresa que lança a novidade é a Minasgás , que se identifica pelos seus botijões dourados e se classifica como quinta companhia no ranking da distribuição do produto no Brasil. Segundo Marcelo Alves, diretor de projetos da DirectBiz -empresa especializada em consultoria de venda direta- a iniciativa da companhia "é inédita" no segmento, "o que vem confirmar o potencial da venda porta-a-porta e a visão da empresa ao implantá-la". "Como pioneiros, eles têm chances de bons resultados, mas a empresa tem que saber administrar a sua boa idéia"...Marcelo Alves acredita que a venda de gás por intermédio de revendedoras confirma o dinamismo do setor de vendas diretas -que teve um faturamento, no ano passado, de R$ 6,9 bilhões e, segundo a Associação Brasileira das Empresas de vendas Diretas , já cresceu 21% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2002. "O setor tem como revendedores um batalhão de 1,17 milhão de pessoas, 80%, mulheres".Segundo Sergio Loureiro Thomé, gerente da Unidade Mauá da Minasgás, responsável pela implantação do projeto piloto para venda do produto na cidade de Guarulhos, o gás de cozinha teve uma queda de 10% nas vendas, no primeiro semestre do ano, em razão da alta dos preços e do baixo poder aquisitivo da população. "Após realizarmos pesquisa de mercado e constatar o baixíssimo índice de fidelidade dos compradores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) resolvemos na venda direta, ao contratar promotoras de vendas para se aproximarem do nosso público final, formado, em sua grande maioria, por donas-de-casa. "Com cerca de mil promotoras no total, a empresa pretende conquistar, no prazo de um ano, 20% do total das vendas da cidade de Guarulhos".Ela afirma que as promotoras de vendas ficarão responsáveis pela divulgação da marca Minasgás, expondo a qualidade dos produtos da companhia, e aproximando-a dos clientes com o objetivo de fidelizá-los. Para isso, farão visitas às casas dos clientes a fim de apresentar o portfólio da companhia.O objetivo da empresa é, por intermédio das suas cinco lojas na cidade, vender 100 toneladas/mês em cada loja, 7. 700 botijões por mês. "A Minasgás dividiu a cidade em cinco territórios, que terão cinco novas lojas, a primeira delas inaugurada no início de junho. Cada uma das cinco lojas contará com 200 promotoras. O investimento total do projeto é de R$ 1 milhão". O gerente especifica que a empresa priorizou a contratação de revendedoras que já trabalhassem com outros produtos e conhecessem o mercado.Uma dessas promotoras que encontra em ação é Helena Chaves, que vende produtos porta-a porta, de várias marcas, desde lingerie da De Millus , até cosméticos da Avon , desde 1997. Ela diz que as vendas diretas representam um rendimento bom para uma dona-de-casa, para completar o orçamento doméstico. "Quando vi a empresa procurando por promotoras me assustei um pouco porque fiquei imaginando que teríamos que levar o botijão para a casa da cliente ou termos um espaço em casa para guardar o produto."Helena destaca que seu temor se dissipou ao conhecer os representantes da empresa e nas reuniões de treinamento. "Aprendemos que todo gás de cozinha é igual, mas poderíamos criar uma aproximação com a empresa por intermédio do nosso contato com a cliente." Ela conta que ao sair para uma visita leva ímãs da empresa, "para a cliente afixar na geladeira e ter o número sempre à mão para chamar o serviço de telegás". No ímã, existe o código da revendedora, a dona de casa faz o pedido por telefone e recebe o produto em menos de meia hora e a revendedora ganha pontos.Com mais de 47 anos no mercado, a Minasgás abastece 4 milhões de lares brasileiros, atendendo a 16 milhões de pessoas. Em 2002, a empresa faturou R$ 947 milhões. Ela é a quinta maior engarrafadora do Brasil, com 10,4% do mercado nacional. Seu volume mensal de vendas é de 55 mil toneladas.

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