São Paulo - A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) encaminhou pedido a supermercados do Rio Grande do Sul solicitando a suspensão das vendas de quatro marcas de palmito. As empresas são investigadas pelo Ministério Público na Operação Ju$$ara, que combate a extração e a comercialização ilegal do produto.

As marcas Três Forquilhas, Brehm, Conservas Serra Azul e Conservas Manzan estão sob investigação e a recomendação aos supermercadistas da região se deu pela Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do estado. Em nota, o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, reiterou que o setor supermercadista gaúcho acatará imediatamente toda e qualquer determinação dos órgãos responsáveis para garantir a segurança alimentar dos consumidores.

Durante a operação da polícia foram apreendidos aproximadamente 7 toneladas de palmito em conserva produzido de forma clandestina, além de palmito-juçara in natura, produtos químicos, quatro veículos utilizados no transporte, documentos e anotações.

Determinação

A Justiça determinou a proibição de comercialização de produtos e derivados de palmito. Foi imposta, também, a suspensão das atividades de produção e venda de conserva de palmito das indústrias investigadas. Em São Leopoldo foi descoberta uma indústria clandestina e apreendida 1,5 tonelada de outras conservas, como milho, pepino e ervilha.

Além do crime ambiental, explicou o Agas em comunicado ao mercado, a produção de palmito sem condições de higiene oferece risco à saúde humana.