Política
06/08/2012 - 11h03 | Atualizado em 06/08/2012 - 11h34

CPMI do Cachoeira retoma os depoimentos na próxima terça-feira

BRASÍLIA - Andressa Mendonça, companheira do contraventor, deve ser ouvida na próxima terça-feira (7). Ela é suspeita de atuar como laranja do esquema

Agência Câmara

CPMI do Cachoeira volta de recesso na próxima terça-feira. Andressa Mendonça será ouvida
CPMI do Cachoeira volta de recesso na próxima terça-feira. Andressa Mendonça será ouvida / Foto: Agência Brasil

BRASÍLIA – Encerrado o recesso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados retoma os seus trabalhos. Nesta terça-feira (7), a CPMI deverá ouvir Andressa Mendonça, companheira do contraventor.

Andressa Mendonça é suspeita de atuar como laranja do esquema de Cachoeira. Além disso, ela deve ser questionada sobre a acusação de tentativa chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiânia. Segundo o magistrado, ela ameaçou divulgar um dossiê contra ele, supostamente preparado por um jornalista da revista Veja, se ele não libertasse Cachoeira. A comissão quer ouvi-la na condição de investigada, e não de testemunha.

Também foi convocado para depor nesta terça-feira o agente aposentado da Polícia Federal Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito fazer interceptação ilegal de e-mails para Cachoeira, mas ele dispõe de habeas corpus que lhe garante o direito de permanecer em silêncio e só prestará depoimento se quiser.

Na quarta-feira (8), será a vez de Andrea Aprígio, ex-mulher do contraventor, e de Rubmaier Ferreira de Carvalho, contador de empresas de fachada que teriam sido usadas pela organização de Cachoeira. Ambos entraram no STF com pedido de habeas corpus para garantir o direito de permanecer em silêncio. Andrea Aprígio já obteve decisão favorável.

"Quando as pessoas vão à CPMI e não falam nada, é porque elas devem. Meu relatório, claro, vai compreender que o fato de alguém não se defender das acusações se deve ao medo de se incriminar. E isso ocorre exatamente por causa do vínculo com a organização criminosa do senhor Carlos Cachoeira”, disse o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG),Cunha.

O relator avalia que é cedo para decidir sobre a necessidade ou não de prorrogar o prazo de trabalho da CPMI: "É uma análise que deve ser feita no final de setembro, mais perto do fim do nosso prazo regimental. Ainda temos agosto e setembro pela frente, e o importante é que nos dediquemos a um trabalho intenso, mesmo neste período eleitoral."

Entre os objetivos da CPMI do Cachoeira estão identificar o fluxo econômico da organização criminosa, que movimentou recursos por meio de empresas fantasmas e legais; descobrir quais foram os lucros do grupo e quais recursos podem ser recuperados na Justiça para os cofres públicos; e esclarecer quais detentores de funções públicas tiveram envolvimento efetivo com a organização.

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