São José dos Campos - O Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos aponta o Vale do Paraíba paulista entre as regiões mais preocupantes em São Paulo. A prefeitura de São José dos Campos buscou sair na frente e começar as obras emergenciais da Operação Verão.

A ação antienchente da Defesa Civil paulista começou no dia 1 de dezembro e vai até o dia 31 de março de 2018. As primeiras obras de maior porte foram destinadas ao bairro Jardim Augusta, região centro, onde há uma grande concentração de hotéis, restaurantes e lojas de rua, além do maior shopping center da região. O trabalho começou pela Av. Lisboa, onde será construído um túnel para o escoamento de águas pluviais. A técnica de escavação adotada será o método não destrutivo do pavimento.

Galerias

O túnel terá 387 metros de extensão e 1,80 metro de diâmetro, permitindo a vazão de 11 mil litros de água de chuva por segundo, suficiente para eliminar os problemas de inundações no bairro. O projeto completo de drenagem prevê ainda a construção de 2.563 metros de extensão de novas galerias de águas pluviais nas ruas Budapeste, Berna, Varsóvia, Viena, Estocolmo, Bucareste, Moscou e também na Praça Paris.

Com a conclusão destas obras se pretende dar uma solução definitiva aos problemas de inundação que ocorrem há anos na região, principalmente no verão. E atrapalham demasiadamente tanto a área de comércio e serviços, além de moradores do local. O valor investido foi de R$ 8,3 milhões. Os recursos são provenientes de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Outra investida da operação foi na ponte da Estrada Municipal José Augusto Teixeira, no Torrão de Ouro, zona sul da cidade. A interdição ocorreu apenas no último sábado (2), quando as equipes da Secretaria de Manutenção da Cidade removeram a estrutura de madeira, que foi substituída por tubulações de concreto, com o objetivo de garantir mais segurança aos motoristas.

As extremidades das tubulações de concreto implantadas também foram reforçadas com um sistema feito com gaiolas de gabião, que é um tipo de estrutura armada, com drenagem e de grande durabilidade e resistência, feita com malhas de fios de aço preenchidos com pedras britadas e construídos manualmente. No local, foram implantados 32 metros de gailoas gabiões.

Córrego

Um dos principais alvos da Defesa Civil e da prefeitura são as estradas e rios que cortam regiões com aumento de população, algumas em áreas de risco. Tem se monitorado 45 pontes e 16 passarelas de madeira com os objetivos de identificar e dar maior segurança a motoristas e pedestres.

Enquanto isso estão em andamento as recuperações das cabeceiras da passarela de madeira no Jardim Oriente, na zona sul, e da ponte que dá acesso à Estação de Tratamento de Esgoto Lavapés, na Vila César, na zona norte. Também uma região preocupante e sujeita a deslizamentos.

Neste ano, já foram recuperadas as encostas do córrego Vidoca, nas proximidades da ponte da rotatória do Jardim das Colinas, na zona oeste da cidade. Na região norte, desde março, a Prefeitura substituiu três pontes de madeira por aduelas de concreto na Estrada Municipal do Guirra, em serviço semelhante ao que será realizado no Torrão de Ouro. Além disso, também realizou a troca das madeiras da ponte da Estrada Municipal do Turvo.