São Paulo - O Arq. Futuro, plataforma de discussão sobre o futuro das cidades, promove hoje (17) o seminário "Av. Paulista: Novos Projetos, Novos Rumos", que tem como objetivo discutir a ressignificação dos espaços públicos na capital paulista.

Representantes de entidades culturais da cidade de São Paulo, como Lorenzo Mammi, superintendente do Instituto Moreira Salles (IMS), Eduardo Saron, diretor do Instituto do Itaú Cultural, e Marcello Dantas, curador e diretor de planejamento da Japan House São Paulo, discutem como as cidades passam por constante transformação, sintetizando as demandas da sociedade civil.

O evento visa discutir a relação dos novos edifícios culturais, Japan House, Instituto Moreira Sales e o Sesc Paulista, estes dois últimos programados para até o final deste ano, com a população e a cidade.

O co-fundador do Arq. Futuro Tomas Alvim aponta como necessária a discussão e explica de que a Avenida Paulista é um importante exemplo dessa ressignificação. "As cidades vão se renovando. Há cinco ou dez anos, era impossível pensar que a Avenida Paulista [deixaria de ser um eixo financeiro e] se tornaria um eixo cultural".

Para isso, ele cita as manifestações e o fechamento da via para carros aos domingos como exemplos do afastamento do "mundo corporativo" da Avenida. "O funcionamento de uma empresa na Av. Paulista hoje é complicado, a via ficou ineficiente [para esse propósito]", explicou Alvim.

Eduardo Saron, do Itaú Cultural, diz que além de um polo cultural, o local é também um polo educacional. "Ela é um catalizador das tendências e desejos da população. Antes a cidade era voltada para os serviços e ela representava isso [como centro financeiro]. Agora ela quer ser criativa, dedicada ao conhecimento, quer a ocupação do espaço urbano. Por isso ela tem não só polos culturais, mas de educação também", frisa Saron.

Conforme Mammi, a abertura dos novos polos culturais na Avenida Paulista demonstra essa transição. Para ele, a facilidade de acesso à via e o grande fluxo de pessoas faz com que esse processo aconteça.

Alvim também explica que durante o evento será apresentado um projeto para que equipamentos culturais situados na via possam integrar também o espaço público."Percebemos que há uma nova demanda e compreensão da cidade e espaços públicos. A Avenida é uma boa representação dessa demanda", conclui.