São Paulo - O Instituto Reciclar, em parceria com a Fundação Salvador Arena, está levando para os jovens do bairro do Jaguaré, na Zona Oeste, o Espaço Empreendedor Reciclar. Iniciativa visa complementar os estudos com atividades sobre empreendedorismo.

O espaço que pertence ao Instituto Reciclar foi totalmente reformulado de acordo com as novas metodologias da entidade. Agora, o foco é desenvolver as competências emocionais e técnicas dos adolescentes, entre 15 e 17 anos de idade, da rede pública da região com atividades diferenciadas voltadas para o empreendedorismo.

Em oficinas criativas, os jovens desenvolvem competências sociais e empreendedoras, através da tecnologia. A criação de aplicativos para solucionar problemas da comunidade, é uma das tarefas principais. "A gente desenvolveu uma metodologia baseada em oficinas criativas de soluções, onde ao invés das aulas teóricas tradicionais, o jovem aprende fazendo", afirma Renata Ruggiero, diretora do Instituto Reciclar. O trabalho acontece com os jovens em grupos. "Lançamos desafios, partindo de um tema real da comunidade e eles pesquisam sobre para idealizar uma solução, que pode ser um produto, um serviço, algo social, etc."

Para acompanhar essa nova forma de aprender fazendo, a parceria com a fundação possibilitou a reestruturação do espaço. "A construção tem um caráter inovador. Ao invés de salas de aula, temos um ambiente mais estimulador com trabalho colaborativo e com gestão de projetos." Ela explica que as salas foram construídas com divisórias flexíveis para remodelar o espaço de acordo com as oficinas. O espaço de informática também foi alterado. Agora, os computadores estão em uma bancada totalmente acessível a qualquer momento, e os notebooks são levados para dentro das salas de aula.

"O objetivo é incentivar a inovação e o trabalho em rede, por isso o espaço conta com mobiliário totalmente flexível, amplo acesso a recursos digitais, ateliê de artes e experimentação, além de biblioteca com títulos acessíveis a todos."

O programa tem duração de dois anos, sendo o primeiro com as oficinas e o segundo com, além das oficinas, um curso técnico na área de escolha do aluno, totalmente pago pelo instituto. "Damos um curso técnico na área escolhida e eles cursam simultaneamente ao ensino no nosso espaço".

O projeto, que já teve início em março deste ano, conta atualmente com 60 alunos. A estimativa é abrigar 60 novos alunos por ano. As inscrições para as turmas de 2018 já estão abertas e vão até 30 de setembro, com 60 vagas disponíveis. Para entrar, é necessário estar no segundo ano do Ensino Médio de escolas públicas.