Campinas - O prefeito de Nova Odessa, Benjamim Bill Vieira de Souza, criou um comitê de Planejamento Administrativo visando tornar mais eficiente a aplicação dos recursos públicos no município.

O órgão será responsável por avaliar junto a cada secretaria e diretoria da prefeitura as ações que serão tomadas com o objetivo de reduzir custos e melhor aproveitar mão de obra e recursos já existentes.

"Em 2015 criamos o Comitê Financeiro, que tem desempenhado um importante trabalho e nos ajudou a encarar a crise. Agora, criei mais um grupo, responsável por auxiliar no planejamento de nossas ações. Vamos seguir economizando, mas buscaremos também aplicar de forma mais eficiente nossos recursos, aproveitar melhor a mão de obra e materiais que já possuímos", explicou Bill.

Segundo ele, o comitê foi instituído para auxiliar secretários e diretores em suas respectivas pastas. "Estamos unindo ainda mais nosso grupo para que possamos melhorar os investimentos em nossa cidade", disse.

Critérios

O prefeito disse ter nomeado pessoas de extrema competência para auxiliá-lo. "Nestes quatro anos Nova Odessa evoluiu muito, em todos os setores. Queremos avançar, mas diante da crise financeira, precisamos estar ainda mais preparados", enfatizou.

O presidente do Comitê de Planejamento Administrativo, que é diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa (Coden), Ricardo Ongaro, destacou que o objetivo é otimizar os projetos e recursos.

"Como o próprio prefeito disse, estamos aqui para somar. Estaremos mais próximos dos gestores de cada pasta analisando os projetos, ajudando a programar as ações para que a cidade continue crescendo de forma ordenada, com responsabilidade", disse.

O comitê é formado ainda pela secretária de Finanças, Mara Beatriz A. Kilmeyers, pelo diretor de Programas e Projetos Educacionais, Achile Nicola Fosco, e pelo diretor financeiro da Coden, Brauner Antonio Feliciano.

Contingenciamento

Entre as primeiras ações, o grupo anunciou o contingenciamento de 30% no controle da dotação orçamentária de 2017, com exceção da folha de pagamento, com objetivo de maior controle das receitas e despesas.

"Fizemos um cálculo em relação à receita líquida de 2016 e o Orçamento de 2017 e chegamos a este percentual", explicou Achile.

Ongaro disse ainda que está conversando com os gestores de cada pasta para que façam um levantamento das necessidades de seus setores e se programem. "A partir de março, vamos analisar as ordens de serviços, pedidos, entre outros. Claro que, em casos de urgência e emergência, teremos uma postura diferenciada. Mas nestes dois primeiros meses do ano, nossa prioridade é analisar os projetos e organizar as ações", afirmou.