São Paulo - O Sesc Vila Mariana organiza a sua 1ª Feira de Economia Solidária, uma nova forma de produzir que tem se mostrado uma alternativa aos países em momento de crise econômica por ser um gerador de trabalho e renda.

A feira acontece no sábado (25) e domingo (26) e traz expositores que trabalham com artesanato, práticas sustentáveis, reaproveitamento de materiais, entre outros.

O termo economia solidária significa uma nova forma de produzir, vender, comprar e trocar, em que o trabalhador é o próprio dono do negócio e onde não há intermediários, aproximando o produtor do consumidor e, consequentemente, reduzindo o valor da mercadoria comparado ao convencional.

De acordo com o Técnico de Programação do Núcleo Socioeducativo do Sesc Vila Mariana, Aloísio Milani, a expectativa é que cerca de 2 mil a 3 mil pessoas visitem a feira.

Segundo Milani, a feira é uma iniciativa inédita, mas baseada em práticas que já aconteceram na unidade com o conceito de economia solidária. "Ano passado organizamos a Vila Ambiental, trazendo produtores de alimentos orgânicos e in natura. Esta feira veio de uma ampliação deste programa que, inclusive, foi super bem aceito tanto pelos visitantes quando pelos expositores", diz Milani.

Entre os expositores estão: Ângela de Cara Limpa, Design Possível, Ewaci e RZ Ike Artesanatos, Instituto Terra Viva Brasil de Agroecologia, Papel de Mulher, Studio Palha Brasil de Artes, Tecoste Confecções e União Popular das Mulheres.

Milani diz que há possibilidades de outras unidades do Sesc aderirem à feira, já que faz parte da proposta socieducativa e de inclusão social da instituição, mas que "fica a cargo de cada unidade definir sua grade de programação e de eventos", diz Milani.

Segundo Milani, a economia solidária tem se mostrado uma alternativa eficiente em geração de trabalho e renda em países que passam por períodos de crise econômica. "Na Grécia, por exemplo, este modelo de negócio teve um grande impacto na recuperação da economia", comenta.

Cenário

A economia solidária tem ganhado força em outros países e não apenas no Brasil, tanto que em 2003 foi criada a Secretária Nacional de Economia Solidária. Um levantamento sobre o tema realizado pelo Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária identificou, em 2005, 18 mil empreendimentos do tipo. Em 2007 o número subiu para 22 mil em todo o Brasil.

De acordo com a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol), o número representa 8% do PIB nacional, o que demonstra a importância do segmento na economia do País.

São Paulo

Em 1999 foi criado o Fórum Nacional de Economia Solidária da cidade de São Paulo. Anos depois, em 2004, o Estado paulista elaborou um planejamento estratégico para ampliar a economia solidária.

Em 2014, a Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo deu início ao Projeto Economia Solidária SP com o objetivo de gerar subsídios para criar uma política pública de economia solidária no município.