São Paulo - No último ano do prazo para substituição total da frota de ônibus em São Paulo, que passaria a usar combustível limpo, o presidente da Câmara Municipal, vereador Milton Leite (DEM) entrou com substitutivo que estabelece novas metas para redução de emissão de poluentes.

A proposta de substitutivo apresentado por Leite, em parceria com o vereador, Gilberto Natalini (PV), além de prever a renovação gradual da frota, em dez anos, para utilização de combustível limpo, propõe também o retorno da inspeção veicular ambiental, agora com multa. Os valores variam entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, de acordo com o tipo de veículo, incluindo caminhões e veículos de transporte privado. O texto substitutivo cria também o Fundo Municipal de Financiamento do Programa de Substituição e Melhoria Ambiental de Frota, destinado a desenvolver políticas sobre o assunto.

Entidades como o Greenpeace, Minha Sampa e Cidade dos Sonhos afirmam que a proposta atrasará o processo em 20 anos.

A lei de 2009 estabelecia a renovação total da frota para utilização de combustível limpo até o fim de 2018. Mas, dos cerca de 15 mil ônibus que circulam pela capital paulista, menos de 2% passaram pela renovação.

Conforme apurado pelo portal G1, em 2013, o total de veículos que usam combustíveis renováveis somavam 1.846. Mas em 2015 o número caiu para 656. Atualmente, 395 ônibus rodam com 10% de biodiesel de cana de açúcar misturado com o diesel.

Segundo Leite, o projeto traz uma proposta viável tanto para o Executivo, quanto para o usuário do transporte coletivo.

Caso surjam alternativas tecnológicas para facilitar a transição, durante o prazo de 10 anos previsto no substitutivo, esse período pode ser encurtado. Mas Leite afirma que os prazos já foram pensados para serem viáveis.

Caminhões

Para Milton Leite, a inclusão da fiscalização de caminhões pode proporcionar uma grande redução na emissão de poluentes por veículos na cidade, pois este tipo de veículo é responsável por 43,40% da emissão de material particulado (MP), concentração de partículas no ar, 37,8% de óxidos de nitrogênio (NOx) e 29,7% de dióxido de carbono dispersados no ar paulistano.