SÃO PAULO - A aceleradora Artemísia, que apoia somente projetos de impacto social, procura negócios com produtos e serviços desenhados para melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda, com potencial de escala e que já tenham um protótipo ou produto em fase de testes no mercado. A meta é selecionar dez equipes, mas até 12 projetos podem ser escolhidos.



Este será o único processo seletivo do ano e os setores contemplados são: água ou saneamento e empregabilidade, além das quatro áreas nas quais a aceleradora já atua: saúde, educação, serviços financeiros e habilitação. 



O gerente de aceleração da Artemísia, Renan Costa, explica que logo após a fase de inscrição encerrar, dia 8 de abril, algumas equipes serão chamadas. "Nessa pré-seleção, faremos uma entrevista e vamos entender melhor as propostas." Depois de mais uma fase de seleção interna, há uma última entrevista mais focada na equipe e no produto para posteriormente serem anunciadas as escolhidas.



Uma vez selecionada, a startup passará por quatro estágios presenciais de aceleração, sobre modelo de negócios, impacto social, investimento e marketing e vendas. O processo total, que antes tinha duração de três meses, será de cinco meses.



Nesse período, as startups receberão mentorias sobre diversos temas, desde como se conectar com potenciais clientes até saber o que é esperado do negócio para receber um investimento.



Apesar da Artemísia não realizar aportes financeiros, por ser uma Organização Não Governamental (ONG), as equipes podem sair com investimentos prontos ou encaminhados. "Ao fim da aceleração, as startups apresentam seu negocio a potenciais investidores", diz Costa.



Os números da Artemísia comprovam essa boa relação com investidores, já que 52% das 79 empresas que passaram pela aceleração receberam investimentos. O total dos aportes foi de R$ 43 milhões.