SÃO PAULO - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou deflação mais branda na primeira prévia de agosto diante do avanço do preço ao consumidor e da queda mais fraca observada nos preços ao produtor.



O IGP-M recuou 0,03 por cento na primeira prévia de agosto, após queda de 0,95 por cento no mesmo período de julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.



O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, subiu a 0,31 por cento, ante queda de 0,12 por cento no mesmo período de julho.



O resultado do IPC teve como destaque o grupo Transportes, que avançou 1,65 por cento, ante queda de 0,38 por cento antes, com grande influência do item gasolina.



O impacto da gasolina é explicado pela decisão do governo de aumentar a alíquota de PIS/Cofins sobre os combustíveis no mês passado em busca de mais receitas para ajudar a reduzir o déficit das contas públicas.



Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) desacelerou a queda a 0,19 por cento na primeira prévia de agosto, após recuar 1,44 por cento no período anterior. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral.



O maior movimento veio do grupo Matérias-Primas Brutas, que avançou 0,90 por cento, ante queda de 2,57 por cento no mês anterior. Entre os itens com taxas em trajetória crescente, destacam-se o minério de ferro, a laranja e o milho.



O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou por sua vez 0,18 por cento no período, acelerando ante alta de 0,06 por cento em julho.



O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.



(Por Thaís Freitas)