RIO - A inflação de 0,16% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em setembro fez a taxa acumulada em 12 meses voltar a subir. Passou de 2,46% em agosto para 2,54% em setembro e foi o primeiro avanço na taxa em 12 meses desde agosto de 2016. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Nos 12 meses encerrados em agosto de 2016, o IPCA havia subido para 8,97%, ante 8,74% em julho daquele ano. Em setembro de 2016, o IPCA foi de 0,08%. A taxa acumulada no ano de 2017, de 1,78%, é a mais baixa para o período de janeiro a setembro desde 1998, quando havia ficado em 1,42%.



Grupos



As famílias brasileiras voltaram a gastar menos com alimentação em setembro, pelo quinto mês consecutivo. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma queda de 1,07% em agosto para um recuo de 0,41% no último mês, segundo os dados do IPCA agora divulgados. O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, deu uma contribuição de -0,10 ponto porcentual para o IPCA de 0,16% de setembro.



Os alimentos para consumo em casa passaram de uma redução de 1,84% nos preços em agosto para uma queda de 0,74% em setembro. A desaceleração no ritmo de queda teve influência do encarecimento de itens importantes no consumo das famílias, como as carnes, que passaram de redução de 1,75% em agosto para aumento de 1,25% em setembro, e as frutas, que saíram de recuo de 2,57% em agosto para avanço de 1,74% em setembro.



Por outro lado, ainda ficaram mais baratos em setembro o tomate (-11,01%), o alho (-10,42%), o feijão-carioca (-9,43%), a batata-inglesa (-8,06%) e o leite longa vida (-3,00%). Todas as regiões pesquisadas tiveram redução na alimentação no domicílio no mês, sendo a mais acentuada na região metropolitana do Recife (-1,70%) até a mais branda em Goiânia (-0,08%).



Já a alimentação consumida fora de casa teve alta de 0,18% em setembro. Houve queda de 2,71% em Brasília, mas aumento de 0,96% no Rio de Janeiro.