SÃO PAULO - A contratação de empresas nascentes por grandes companhias já bem estabelecidas no mercado está crescendo no Brasil, mostra um levantamento feito pela organização 100 Open Startups, que atua exatamente na conexão entre essas duas pontas. Segundo a pesquisa, entre julho de 2016 e o mesmo mês de 2017 foram firmados no Brasil 135 contratos entre startups e grandes corporações. Nos 12 meses anteriores, o resultado ficou em apenas 46 contratações.



Ao todo, houve entre meados do ano passado e julho deste ano 631 aproximações entre pequenas e grandes, mas apenas 181 dessas conversas foram confirmadas por meio de contratos formais. As conversações que efetivamente resultaram em negócios envolveram 110 corporações e 54 startups.



Dos contratos fechados, 54% estabelecem as startups como fornecedoras de serviços e/ou produtos. Outros 21% preveem a execução de projeto piloto pelas novatas.



Como exemplo de grandes empresas que buscam esse tipo de parceria, recentemente a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vinha em conversações com seis startups, enquanto a Votorantim Metais fechou acordo com nove novatas.



Entre as startups que mais fecharam contratos estão a GoEpik, que trabalha com soluções de realidade aumentada para a indústria, e a Lean Survey, que atua como plataforma de pesquisa de mercado. O número de negócios, porém, não foi revelado. 



Entre as organizações que fazem aproximação entre corporações e empresas novatas, a própria 100 Open Startups aparece com 52 projetos conduzidos nos dois anos considerados no levantamento, à frente do Cubo Itaú, com 12. Outras instituições da lista aparecem com poucos projetos, como a WeMe, aceleradora de Campinas (SP), por exemplo, com três.