Indústria
20/07/2012 - 00h00 | Atualizado em 20/07/2012 - 01h47

Electrolux lucra 36% mais no 2º trimestre, redução do IPI no Brasil é destaque

SÃO PAULO - O crescimento forte na América Latina e na Ásia compensou as vendas menores da Electrolux na Europa. A informação foi dada ontem pela gigante sueca dos eletrodomésticos

THAIS CARRANÇA

SÃO PAULO - O crescimento forte na América Latina e na Ásia compensou as vendas menores da Electrolux na Europa. A informação foi dada ontem pela gigante sueca dos eletrodomésticos durante a divulgação dos seus resultados, atingindo um lucro de 763 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 109,9 milhões) no segundo trimestre, alta de 36% sobre os 561 milhões de coroas registrados em igual período do ano passado. As vendas líquidas tiveram alta de 15%, sendo 5,8% de crescimento orgânico, 5,6% através de aquisições e 3,6% por mudanças nos patamares de câmbio.

As vendas líquidas de eletrodomésticos da multinacional na América Latina tiveram alta de 39% no trimestre, em relação a igual período de 2011, somando 5,18 bilhões de coroas suecas, ante 3,7 bilhões. Já o lucro operacional na região mais do que dobrou, com 316 milhões de coroas, contra 114 milhões no segundo trimestre do ano passado. O Brasil foi responsável por mais de 75% das vendas líquidas da empresa na América Latina em 2011.

"O volume de vendas nas nossas operações na América Latina cresceu substancialmente, em parte pelos incentivos fiscais governamentais no Brasil, e as operações no Chile e Argentina, com a aquisição da CTI [realizada em agosto de 2011], continuam a superar o mercado", disse o presidente da companhia Keith McLoughlin em comunicado.

O executivo destacou também a melhora no lucro operacional na América do Norte, resultado de aumento de preços e eficiência operacional. "Conforme avançamos, esperamos que o mercado norte-americano tenha modesto crescimento, à medida em que o mercado imobiliário se recuperar", diz.

Na Europa, McLoughlin reportou ganho de market share, apesar do impacto negativo da fraca demanda, devido à baixa confiança do consumidor. Além da dificuldade no continente, a companhia enfrenta alta de custos com matérias-primas, porém com menor impacto nos resultados do que em quadrimestres anteriores. "Ainda esperamos que os custos em 2012 superem o nível de 2011 em no máximo 500 milhões de coroas suecas", disse o presidente, que prevê melhor patamar de preços em 2013.

O CEO reafirmou a estratégia de diversificação de receita da companhia. "Em poucos anos, nossa receita nos emergentes subiu de 15% para 35%." Segundo ele, a empresa deve conseguir manter crescimento orgânico na América Latina e no sudeste asiático, recuperar crescimento na América do Norte e no Oriente Médio e lançar produtos na China.

 

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