SÃO PAULO - No último ano, a HGX, fabricante de sistemas de controle para veículos elétricos, reduziu a menos de um terço o custo de desenvolvimento de seus produtos. Os prazos, que antes ficavam em cerca de 30 dias, caíram para até uma semana, e a empresa ganhou flexibilidade na área de projetos.  O avanço é resultado da adoção de tecnologias de impressão 3D, hoje ofertada no país com custos mais acessíveis, diz o projetista da empresa, Guilherme Santos.



A tecnologia facilitou o trabalho de desenvolvimento, já que o custo mais baixo permite, por exemplo, testar diferentes estruturas para o produto. Santos dá o exemplo de um dos itens da empresa, que era composto por sete peças e com a ajuda da impressão 3D foi simplificado, contendo hoje quatro peças e garantindo as mesmas funcionalidades. Atualmente a HGX conta com três impressoras 3D.



Foi atenta à demanda das empresas de menor porte que a gaúcha Cliever Tecnologia lançou uma linha de impressoras 3D totalmente nacional, com preços que variam entre R$ 4,5 mil e R$ 6 mil. E agora amplia o portfólio com máquinas mais robustas e de preços intermediários, entre R$ 9 mil e R$ 14 mil. Criada em 2011, a Cliever tem atualmente 500 unidades vendidas em todo o país, mais de 70% instaladas em pequenas e médias empresas, informa o sócio-diretor, Rodrigo Krug.  As aplicações são as mais diversas, da indústria de autopeças à publicidade. Os protótipos são impressos em plástico biodegradável.