Especial
30/10/2015 - 13h20

Estrutura fortalecida e atenção às novas demandas

Potencial brasileiro garante parcerias e lançamentos de novos produtos para ocupar mercado quando a economia voltar a crescer

Marcelo Copeliovitch: na crise, empresários mapeiam riscos
Marcelo Copeliovitch: na crise, empresários mapeiam riscos
Foto: Divulgação

SÃO PAULO - Ao avaliar as consequências de um período mais longo de retração econômica, a Mega Sistemas Corporativos concluiu que sua rede de canais precisava ser fortalecida.

São 20 empresas espalhadas pelo País que revendem, implantam e dão assistência técnica aos produtos da Mega. Decidiu investir nessas operações. "Sabíamos que nossa rede de canais estava um pouco desestruturada. Montamos um planejamento e fizemos a proposta de participar da empresa deles", diz o sócio-fundador e diretor de marketing e alianças da Mega, Walmir Scaravelli. 

Assim, o modelo de implantação e vendas da matriz está sendo replicado nos canais. As operações administrativas foram centralizadas, reduzindo custos e aumentando o poder de negociação com fornecedores de produtos e serviços.As equipes comerciais dos parceiros foram ampliadas e a empresa investiu em treinamento. Agora, a parceria deve ser estendida a outros canais.

A Mega também aproveitou o período de movimento em baixa e contratou uma consultoria para rever seus processos de desenvolvimento."Tivemos um crescimento grande nos últimos dez anos, precisamos melhorar os produtos e nos adeguar a novas necessidades que o governo está impondo", afirma Scaravelli. Muitas delas no âmbito do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).

"Os produtos estão ficando mais complexos e estamos criando mais produtos, que vamos oferecer ao mercado assim que a economia retomar", afirma o empresário, acrescentando estar atento também a oportunidades de aquisição. O valor estimado em investimentos em 2015 é de R$ 6,5 milhões, aplicados em desenvolvimento, em novos produtos,em infraestrutura e parcerias, entre outras áreas.

Outra empresa que aposta no potencial do mercado brasileiro é a israelense Gold Lock, fornecedora de dispositivos de segurança de comunicações móveis. O representante da Gold Lock no Brasil, Marcelo Copeliovitch, diz que na crise os empresários começam a fazer o mapeamento de riscos e percebem que precisam tomar medidas de prevenção, até pela própria sobrevivência. Principalmente em um cenário no qual as tecnologias e os métodos para obter essas informações estão cada vez mais acessíveis.

Neste contexto, a Gold Lock avança em seu desenvolvimento e na oferta de produtos no País. Lançou neste ano uma solução que blinda o sistema operacional do aparelho Android, o VaultOS com Gold Lock4G. E, apesar do mercado retraído e da variação do dólar, as vendas se mantêm em alta, diz Copeliovitch, que projeta crescimento maior com a retomada da economia.

Rita Karam

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