Finanças
17/03/2014 - 00h00

Taxa de juros em capital de giro tem aumento de 2,35%

SÃO PAULO - Entre três modalidades de crédito avaliadas pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o capital de giro foi o que teve a m

RUTE PINA

SÃO PAULO

Entre três modalidades de crédito avaliadas pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o capital de giro foi o que teve a maior variação no mês de fevereiro, de 2,35%, embora permaneça como o menor índice de juro, em média de 1,70% ao mês. Desconto de duplicatas teve variação de 1,26%, enquanto a conta garantida oscilou 0,52%.

O Banco Central (BC), em seu relatório mensal das Operações de Crédito, informou que a taxa média para pessoas jurídicas na modalidade capital de giro, aumentou de 19,9% ao ano, em dezembro de 2013, para 21,3% em janeiro, um aumento de 1,4 ponto percentual no período.

Procurado pelo DCI, o Banco do Brasil informou que sua taxa mínima na modalidade capital de giro é de 1,95% ao mês, em um prazo de até 36 meses . A Caixa Econômica Federal relatou que trabalha com taxa de juros a partir de 1,06% ao mês, financiado em até 40 meses. Já o Santander informou que, na modalidade, o cliente pode parcelar o pagamento em até 60 meses a uma taxa média de 1,80% ao mês.

Todos os bancos disseram que as taxas podem variar, dependendo do perfil de crédito e o relacionamento com o cliente. Bradesco e Itaú foram procurados, mas, até o fechamento desta edição, os dados não haviam sido fornecidos pelas instituições.

Alta geral

De acordo com pesquisa da Anefac, em fevereiro, as taxa de juros média geral para pessoa jurídica cresceu 0,03 ponto percentual em fevereiro, de 3,29% em janeiro para 3,32% , o que corresponde a uma elevação de 0,91%. É a maior taxa de juros registrada desde agosto de 2012.

Segundo especialistas, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) são as mais afetadas pela elevação geral das taxas de juros nos empréstimos.

O vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, acredita que as MPMEs são as que mais sentem o impacto deste aumento. "A elevação destas taxas impacta em momento de baixa na concessão de crédito. Os bancos ficam mais seletivos e receosos quanto à inadimplência".

Para ele a tendência é que a taxa siga aumentando nos próximos meses. A Anefac avalia que o BC deve aumentar a Selic, taxa base de juros, em 0,25, atingindo 11% no próximo Comitê de Política Monetária (Copom) no próximo dia 2 de abril. Será a nona elevação seguida. "Certamente permaneceremos nesta situação, no mínimo, até maio", disse.

O professor da FIA, Keyler Carvalho Rocha, aposta no aumento geral e diz que as pequenas realmente são as mais afetadas pela medida. Ele acrescenta que as pequenas empresas são prejudicadas, pois não conseguem passar esse aumento para o cliente, em grande parte devido à concorrência ou fatores como a exportação. "Como consequência, podem perder em rentabilidade", disse.

"Ou a empresa repassa esse aumento para o consumidor. Para evitar isso, elas precisam avaliar se realmente precisam, no momento, pedir financiamento", concluiu o professor.



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