Finanças
20/06/2017 - 15h50 | Atualizado em 20/06/2017 - 18h19

Aplicativo oferece crédito de até R$ 150 para famílias de baixa renda

Plataforma digital Jeitto foi inspirada em estudos e modelos realizados na África e na Ásia

Carlos Barros (Em pé) e João Lencioni, donos da plataforma Jeitto
Carlos Barros (Em pé) e João Lencioni, donos da plataforma Jeitto
Foto: Artemisia

SÃO PAULO - O pagamento de contas é algo que preocupa o cidadão todo mês, ainda mais quando a pessoa se enquadra no perfil de baixa renda. Com o intuito de ajudar este público, o aplicativo Jeitto oferece um microcrédito de R$ 150 para que os seus clientes possam pagar suas contas e gastar com outras necessidades.

A plataforma foi criada em 2014 por dois empreendedores. Fernando Silva, especialista em análise de risco, e Carlos Barros, que já trabalhou com empresas de serviços financeiros. João Lencioni, que já teve experiência com sistema de gestão, entrou para o negócio no começo de 2016.

Os empreendedores se inspiraram em estudos e modelos realizados na África e na Ásia, onde há muita pobreza, assim como em várias regiões no Brasil.

Após o cadastro realizado pelo cliente, é feita uma análise de risco pelo aplicativo sobre o usuário. A pessoa insere alguns dados pedidos pela plataforma e, caso seja aprovado, o crédito é liberado automaticamente.

Com o aplicativo, o usuário utiliza o celular para fazer a leitura do código de barras do boleto. O Jeitto liquida a dívida logo após este processo. Para monetizar, a startup cobra uma tarifa por cada transação, no caso R$ 2,99 para contas de consumo e R$ 2,49 para recarda de celular.

Quando chega o prazo de vencimento da sua dívida com o aplicativo, o cliente receberá um boleto pela própria plataforma, e poderá pagar a conta em lotéricas, bancos e caixas eletrônicos. O usuário decide o dia em que fará o pagamento dentro de 40 dias após o pedido.

Segundo Lencioni, a empresa busca atingir outros serviços que fazem parte do cotidiano de seu público-alvo. Até o começo de 2018, pretende oferecer a recarga do bilhete único.

"Atualmente, trabalhamos usando dinheiro do nosso próprio bolso para fazer o crédito, sem parceria com nenhum banco", enfatiza Lencioni.

A quantidade de clientes ultrapassou a casa dos milhares, mas o empreendedor preferiu não revelar o número exato por conta da oscilação desses dados, que tendem a mudar durante os próximos meses. Atualmente, a plataforma pode ser utilizada em todo o País.

Hoje, a companhia está entre as cinco startups selecionadas para a segunda etapa do Desafio Caixa, processo realizado em uma parceria da Caixa Econômica Federal com a aceleradora Artemisia, voltado para ideias de impacto social e inclusão financeira para pessoas de baixa renda. Lencioni preferiu não revelar o faturamento.

Guilherme Souza

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