Finanças
11/01/2017 - 18h41

Ibovespa fecha em alta de 0,5% sustentado por Vale e Petrobras após sessão volátil

Por Gabriela Mello

SÃO PAULO - O principal índice da Bovespa fechou no campo positivo nesta quarta-feira, depois de oscilar entre altas e baixas, sustentando-se nos ganhos de papéis atrelados a commodities, principalmente Vale e Petrobras.

O Ibovespa subiu 0,51 por cento, a 62.446 pontos, após cair 0,75 por cento na mínima e subir 0,9 por cento na máxima da sessão.

O giro financeiro no pregão somou 6,78 bilhões de reais, influenciado pelo leilão de venda de ações da Multiplan, que movimentou pouco mais de 300 milhões de reais.

Até o dia 10 de janeiro, o volume médio diário neste ano estava em 5,65 bilhões de reais. Em 2016, foi de 7,4 bilhões de reais.

Desde o começo do ano, o indicador acumula alta de 3,7 por cento, tendo subido em seis dos oito pregões até agora em 2017, com a ajuda principalmente das ações de empresas que negociam commodities.

Considerando ainda que o Ibovespa já havia subido quase 39 por cento em 2016, operadores veem potencial para realizações de lucros no curto prazo. O analista Rafael Ohmachi, da Guide Investimentos, lembra ainda que a aproximação do Ano Novo chinês, no fim de janeiro, pode pesar principalmente sobre papéis de mineração e siderurgia.

Nesta quarta-feira particularmente, o pregão foi marcado por cautela, com os investidores divididos entre a primeira coletiva do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, e a expectativa sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) acerca da taxa básica de juro.

Após o fechamento do mercado, o Copom anunciou corte de 0,75 ponto percentual na Selic, para 13 por cento ao ano.

Em relação aos comentários de Trump, operadores destacaram a ênfase em investimentos em infraestrutura nos Estados Unidos, o que refletiu positivamente nos papéis da Metalúrgica Gerdau e da Gerdau.

Do lado negativo, CCR se sobressaiu com queda de quase 4 por cento, seguida por BB Seguridade e Kroton.

DESTAQUES

- GERDAU PN fechou em alta de 5,18 por cento, liderando os ganhos do Ibovespa, seguida por METALÚRGICA GERDAU PN , com valorização de 4,91 por cento. Além do efeito Trump, também esteve no radar informação veiculada pela publicação especializada de siderurgia SBB, conforme relatou o BTG Pactual em nota a clientes, de que a Gerdau teria aumentado em 40 dólares a tonelada os preços do vergalhão nos EUA devido aos custos crescentes com sucata. Ainda no setor, CSN ON subiu 1,28 por cento. A exceção foi USIMINAS PNA , que caiu 1,99 por cento e ficou entre os destaques de baixa do índice, após o grupo japonês Sumitomo vetar o uso de caixa da Musa.

- VALE PNA avançou 2,83 por cento e VALE ON ganhou 2,07 por cento, esticando os ganhos da véspera em meio à contínua valorização do minério de ferro na China. O preço futuro subiu 3,6 por cento na Bolsa de Dalian, atingindo os maiores níveis em três semanas.

- PETROBRAS PN encerrou em alta de 1,16 por cento e PETROBRAS ON subiu 2,50 por cento, em linha com os preços do petróleo, que subiram quase 3 por cento em Londres e Nova York. O anúncio de que a estatal bateu pelo segundo ano a meta de produção no país reforçou o viés altista. A estatal produziu em 2016 uma média de 2.144.256 barris por dia, volume recorde e 0,75 por cento maior que o de 2015. Paralelamente, o diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro, informou que a petrolífera deve elevar seus investimentos para 19 bilhões de dólares em 2017.

- BRASKEM PNA avançou 1 por cento, depois de acertar a venda da quantiQ para o GTM por 550 milhões de reais, sendo 450 milhões pagos no ato da venda e o restante em até 12 meses. Os recursos obtidos com o negócio devem ajudar a petroquímica a cumprir os acordos de leniência assinados, segundo participantes do mercado.

- CCR ON caiu 3,53 por cento, registrando a pior performance entre as ações que compõem o Ibovespa, tendo no radar desdobramentos do processo de renovação do contrato da CCR Nova Dutra. Conforme reportagem na edição desta quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) arquivou no fim de 2016 o processo que analisava aditivos ao contrato da CCR Nova Dutra em razão de divergências entre seus técnicos e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Reuters

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