Finanças
14/09/2015 - 08h56 | Atualizado em 14/09/2015 - 09h13

Taxa de juros para pessoa física alcança o maior patamar desde 2009

Em agosto, índice médio cobrado pelas instituições financeiras chegou a 7,14% ao mês, ante os 7,06% em julho

Gastos com juros e amortizações da dívida pública subiram mais de R$ 200 milhões entre 2013 e 2014
Gastos com juros e amortizações da dívida pública subiram mais de R$ 200 milhões entre 2013 e 2014
Foto: Dreamstime

SÃO PAULO - A taxa de juros média geral para pessoa física subiu 0,08% em agosto na comparação com julho, para 7,14% ao mês, e alcançou o seu maior patamar desde julho de 2009. Nos últimos doze meses, a taxa aumentou 1,61%. Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), responsável pelo levantamento, esta é a décima primeira elevação consecutiva do índice. Para a entidade, o cenário econômico é o grande vilão dos aumentos seguidos.

"Este cenário [de elevação das taxas] se baseia no fato de os índices de inflação estarem mais elevados, haver aumento de impostos e os juros maiores reduzirem a renda das famílias. Agregado ao baixo crescimento econômico, poderá resultar no crescimento dos índices de desemprego. Tudo isto somado e o fato de as expectativas para 2015 serem igualmente negativas quanto a todos estes fatores leva as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência", afirma a Anefac em nota.

Das seis linhas de crédito pesquisadas, todas tiveram suas taxas de juros elevadas no mês (juros do comércio, cartão de crédito rotativo, cheque especial, CDC-bancos-financiamento de veículos, empréstimo pessoal-bancos e empréstimo pessoal-financeiras).

A taxa de juros anual para pessoa física alcançou, em agosto, a média de 128,78%. Em março de 2013, quando o Banco Central iniciu a sequência de altas da taxa Selic, o índice era de 87,97% ao ano. De lá para cá, a autoridade monetária elevou a taxa básica em sete pontos percentuais (de 7,25%, naquele período, para 14,25% agora).

"Tendo em vista o cenário econômico atual que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência, a tendência é de que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses", prevê a Anefac.

Da redação

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