Política
20/06/2012 - 00h00 | Atualizado em 20/06/2012 - 10h45

Greves e operação padrão acontecem em todo o serviço público

BRASÍLIA - A paralisação dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) atinge pelo menos dez das 30 superintendências

Agências

BRASÍLIA - A paralisação dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) atinge pelo menos dez das 30 superintendências do órgão, segundo balanço da Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra.

Os trabalhadores estão em greve por tempo indeterminado desde a manhã de segunda-feira (18).

A categoria reivindica reestruturação de carreira, reposição salarial de 22%, novas contratações por concurso público e melhoria das condições de trabalho.

Dirigente da confederação, Reginaldo Marcos Aguiar informou que até a próxima terça-feira (26) outras superintendências também devem aderir à paralisação. "As assembleias ainda estão acontecendo nos estados. Nossa expectativa é fazer a greve chegar a 70% ou até 90% dos locais de trabalho na próxima semana", disse Aguiar. "Hoje, a greve já atinge regiões que concentram mais da metade dos assentados no País."

Entre os serviços do Incra que devem ser afetados pela greve estão a regularização fundiária, a certificação de imóveis rurais, o acesso a crédito, a atualização cadastral de propriedades e os pedidos de aposentadoria de trabalhadores rurais.

No Itamaraty

Os funcionários do Ministério de Relações Exteriores aderiram à greve dos servidores públicos federais, iniciada na segunda-feira. Segundo o Sinditamaraty, é a primeira vez que o pessoal do MRE entra em greve.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindisep-DF), aderiram à greve os funcionários dos Ministérios da Justiça, da Saúde, do Desenvolvimento Agrário, do Trabalho e Emprego, da Previdência Social, da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Arquivo Nacional, além de professores de universidades federais e auditores fiscais da Receita Federal, que, segundo o sindicato da categoria, não pararam, mas decidiram fazer uma operação padrão.

Sem balanço

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou que não tem um levantamento dos órgãos que estão com atividades paralisadas e que os dados sobre a greve são de responsabilidade de cada órgão. Na Receita Federal, a informação é que ninguém do órgão falará sobre o movimento dos auditores.

Os servidores públicos federais reclamam que não existe uma contraproposta do governo para as reivindicações da categoria enviadas ao governo em janeiro, entre as quais um reajuste de salários que inclui no cálculo a inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB), segundo informou José Milton Costa, da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

 

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