Devido à sua posição estratégica, nos últimos anos Minas Gerais vem sendo alvo da cobiça dos atacadistas de todo o País, interessados em se instalar no estado, que lidera o setor com 35% do faturamento nacional. São Paulo é o segundo estado onde os atacadistas mais contribuem para o faturamento do setor, 23%. Em contrapartida, boa parte dos 400 atacadistas mineiros buscam alternativas para ampliar os ganhos e competir no mercado. Assim como a concorrência, as empresas do estado estão ampliando a sua participação em outras regiões e no exterior. Ao mesmo tempo, voltaram-se para os pequenos comerciantes com aprovação da indústria.Dos dez maiores atacadistas do Brasil, quatro estão em Minas Gerais, atuando, principalmente, nos setores alimentício, de higiene pessoal e limpeza, e nos chamados medicamentos isentos de prescrição (OTC). Os principais atacadistas mineiros estão instalados no Triângulo Mineiro - Grupo Martins e União -, na região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - Tambasa, Santa Terezinha e Embrasil - e no Sul de Minas - Atacado Vila Nova . Os atacadistas do Triângulo, por causa da localização, distribuem para todo o País. Já os instalados na Grande Belo Horizonte têm atuação mais forte no interior do estado. O Grupo Martins, maior atacadista-distribuidor da América Latina, com atuação em todos os municípios brasileiros, com sede em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, puxa as ações de todo o segmento em Minas. Através da rede de bandeira Smart, o grupo atacadista conta com 801 lojas, distribuídas por 10 estados brasileiros e pretende, até o fim de 2006, chegar a mil lojas. A intenção é de intensificar o contato com o consumidor do pequeno varejo que mais sofre a concorrência das grandes redes de supermercados e não recebe a atenção devida da indústria. Depois de investir R$ 10 milhões na ampliação de sua área de armazenamento, a Tambasa (Tecidos e Armarinhos Miguel Bartolomeu) também pretende ampliar a atuação no pequeno varejo.