SÃO PAULO

A Tetra Pak, líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos, firmou um acordo com a Braskem, maior petroquímica das Américas, para o fornecimento de polietileno de baixa densidade (LDPE), conhecido como plástico verde. Elaborado por meio de cana-de-açúcar, o produto irá compor, a princípio, duas das quatro camadas protetoras que formam as embalagens da Tetra Pak no mercado brasileiro.

Dessa maneira, os recipientes serão compostos por 82% de materiais provenientes de fontes renováveis. A capacidade produtiva da Tetra Pak neste ano deve chegar a 13 bilhões de embalagens, mas esse número deve aumentar no próximo ano com a finalização da duplicação da segunda unidade da empresa no Estado do Paraná.

"Esperamos que até 2020 todas as nossas embalagens sejam 100% sustentáveis. Esse é o nosso grande objetivo e esse acordo com a Braskem nos ajuda a dar um passo a mais em relação a esse projeto", explica o presidente da Tetra Pak do Brasil, Paulo Nigro. A produção dos novos recipientes com plástico verde está programada para começar no início de 2014, na fábrica que a companhia mantém em Ponta Grossa (PR).

De acordo com o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, serão produzidas 30 mil toneladas de polietileno de baixa densidade entre 2013 e 2014, sendo que 15 mil toneladas já estão endereçadas à Tetra Pak. "Parte da nossa produção já está comprometida com a Tetra Pak, mas acreditamos que depois dessa entrega teremos um adicional para comercializar com o resto do mercado", afirma Fadigas.

Apesar de não divulgar os investimentos, o presidente global da Tetra Pak, Dennis Jönsson, afirmou que a empresa investe, anualmente, 4% do seu faturamento na área de inovação. "São, aproximadamente, 400 milhões de euros nessa área e escolhemos o Brasil para receber esse projeto piloto com plástico verde. Vamos esperar os resultados obtidos aqui para estudar uma possível expansão dessas embalagens, primeiro, para o resto do continente americano e, depois, para o resto do mundo", ressalta Jönsson.

As expectativas para a implantação das novas embalagens são positivas, apesar das mudanças que afetaram o Brasil nas últimas semanas. "Observamos que a situação econômica do País ainda é muito boa se comparada a outras economias e a oferta de empregos segue em alta, o que acaba estimulando o consumo. Além disso, o dólar deve se estabilizar em um patamar intermediário favorecendo a importação de equipamentos. Por isso, continuamos otimistas e não mudamos nossos planos de investimentos", ressalta Nigro. A duplicação da fábrica em Ponta Grossa (PR) deve ficar pronta em 2014, mesmo período da Copa.