Indústria
15/05/2017 - 16h25 | Atualizado em 15/05/2017 - 16h57

Brookfield fecha compra de fatia na Renova Energia e será controladora, diz fonte

(Corrige no 11º parágrafo o percentual da TerraForm comprado pela Brookfield, para "100%", e não "51%", em texto publicado na última sexta-feira)

Por Luciano Costa e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO - A canadense Brookfield Asset Management acertou a compra do controle da Renova Energia, empresa de geração renovável da mineira Cemig e da Light, disse à Reuters nesta sexta-feira uma fonte com conhecimento direto do assunto.

O negócio envolverá a aquisição pela Brookfield de toda a participação da Light na Renova, além da injeção de 800 milhões de reais na companhia, o que diluiria parcialmente os demais acionistas.

A fonte, que falou sob a condição de anonimato, disse que o acordo define que a Brookfield será responsável pela gestão da Renova e indicará os diretores.

"O negócio para vender o controle à Brookfield foi concluído e vai ser aprovado na próxima reunião do Conselho de Administração da Renova e dos controladores", disse a fonte, acrescentando que o encontro do colegiado está previsto para a próxima semana.

A Light tem 20,3 por cento da Renova, enquanto a Cemig detém 44,2 por cento.

O valor de mercado da Renova é de cerca de 1 bilhão de reais, segundo dados da Thomson Reuters.

A fonte não comentou o valor total da aquisição.

Procuradas, Renova, Brookfield e Cemig não responderam imediatamente a pedidos de comentário.

A Light disse que "as conversas com os potenciais interessados continuam" e que "manterá o mercado informado de qualquer avanço relevante em negociações".

De acordo com a fonte, a Brookfield também vai pagar mais 120 milhões de dólares à Renova por ações que a empresa detinha na controladora de ativos renováveis TerraForm Global.

A Brookfield anunciou em março uma transação para a compra de 100 por cento da TerraForm Global por 787 milhões de dólares.

A fonte disse que, com a conclusão das negociações com a Brookfield, o presidente da Renova Energia, Carlos Figueiredo, deverá deixar a companhia.

O executivo é cotado para assumir a presidência da transmissora de energia Taesa, onde a Cemig faz parte do bloco de controle.

Fundada em 2001, a Renova foi comprada por Cemig e Light em 2011, em meio a planos para tornar a companhia um braço de expansão em geração renovável.

Mas os ambiciosos planos de crescimento da Renova esbarraram no elevado endividamento das controladoras e no fracasso ao final de 2015 de uma negociação com a norte-americana SunEdison para uma injeção bilionária de recursos na companhia.

Após a SunEdison entrar em recuperação judicial nos Estados Unidos e desistir do aporte, a Renova passou a buscar um novo sócio e reduziu seus planos de investimentos, além de ter realizado demissões e cancelado projetos.

Reuters

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