Direto da China Adriane Castilho Editora de Abertura
05/09/2017 - 05h52

Cooperação Sul-Sul terá aporte de US$ 500 milhões, anuncia Xi em cúpula do Brics

Em diálogo com economias emergentes convidadas a participar da reunião do bloco, presidente da China recomenda compartilhar experiências de desenvolvimento

O presidente da China, Xi Jinping discursa no último dia da reunião de cúpula do Brics em Xiamen
O presidente da China, Xi Jinping discursa no último dia da reunião de cúpula do Brics em Xiamen
Foto: Reuters

XIAMEN - A China fará um aporte de US$ 500 milhões para um fundo de cooperação Sul-Sul. O anúncio foi feito pelo presidente Xi Jinping nesta terça-feira, último dia da nona reunião de cúpula do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Xi disse que a China vai fornecer US$ 500 milhões por meio do Fundo de Cooperação Sul-Sul para ajudar países em desenvolvimento a lidar com a fome, os refugiados, as alterações climáticas, a saúde pública e outros desafios. Segundo o presidente chinês, as economias emergentes devem trabalhar para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, proposta pela ONU, a fim de priorizar o progresso social, econômico e ambiental ao mesmo tempo em que buscam sinergias entre suas políticas de desenvolvimento.

Além dos países membros do Brics, esta edição  Xiamen, na China, contou com a participação de México, Tailândia, Egito, Guiné e Tajiquistão como convidados para um diálogo. Aprofundar a cooperação econômica entre os membros do Brics e compartilhar experiências de desenvolvimento entre si e com outros países são algumas das propostas apresentadas pelo presidente da China.  

Xi defendeu ampliar a voz das economias emergentes e em desenvolvimento, de forma que, juntos, os países sejam capazes de promover uma globalização que seja mais justa para todos. Falou sobre a evolução alcançada pelos países na primeira década do Brics, a partir de 2006, e sobre a necessidade de aprofundar a cooperação entre os membros agora que o bloco inicia o que se espera que seja sua "segunda década de ouro".  

O presidente da China discorreu sobre a cooperação econômica já proporcionada nas áreas de comércio, investimentos, finanças, indústria e desenvolvimento sustentável e defendeu maior ênfase na inovação. Fez referência ainda à necessidade de aumentar a confiança estratégica mútua, tópico englobado por um dos temas em pauta nesta edição, o da segurança e da estabilidade política internacional.

Em discurso, o presidente Michel Temer disse que o diálogo com outras economias emergentes é uma oportunidade de agregar novas perspectivas sobre questões que dizem respeito ao conjunto da comunidade internacional. "O fato é que a busca do desenvolvimento é um traço que nos une a todos", disse.  

Temer afirmou que estratégias eficazes de crescimento exigem, hoje, maior integração aos fluxos globais de comércio e investimentos, e por isso o Brasil está empenhado em revitalizar processos como o Mercosul e a Aliança do Pacífico, da qual faz parte o México. Reiterou a defesa do multilateralismo, o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a implementação do Acordo de Paris.

O presidente disse que o objetivo do Brics é compartilhar desenvolvimento. "Não é apenas dizer que juntos somos capazes de realizar mais. Na realidade, os objetivos que perseguimos só poderemos alcançar se agirmos de forma articulada", afirmou.

(A jornalista viajou a convite da Associação de Diplomacia Pública da China)

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