Internacional
20/04/2017 - 16h46 | Atualizado em 20/04/2017 - 18h35

Tiroteio em Paris deixa 1 policial morto; polícia fala em "ato terrorista"

Autoridades francesas pediram para o público evitar a região

Tiroteio em Paris deixa 1 policial morto; polícia fala em
Tiroteio em Paris deixa 1 policial morto; polícia fala em
Foto: Reuters

PARIS - Um policial foi morto e outros dois ficaram feridos em um tiroteio na avenida Champs Elysées, em Paris, na noite desta quinta-feira, informaram a polícia e o Ministério do Interior.

O tiroteio, no qual o agressor também foi morto, ocorreu três dias antes da eleição presidencial da França.

Uma testemunha disse à Reuters que um homem saiu de um carro no local e começou a disparar com uma metralhadora. Uma fonte policial também afirmou que mais tiros foram disparados em outro local perto da avenida.

Um porta-voz do Ministério do Interior francês disse que era muito cedo para dizer qual o motivo do ataque, mas que estava claro que os policiais foram deliberadamente atacados.

O Ministério Público francês informou que o gabinete antiterrorismo abriu uma investigação.

Três fontes policiais disseram, no entanto, que o tiroteio pode ter sido uma tentativa de assalto.

"Eu saí da loja Sephora e estava andando pela rua até onde um Audi 80 estava estacionado. Um homem saiu e abriu fogo com um kalashnikov contra um policial", disse Chelloug, um assistente de cozinha, à Reuters.

"O policial caiu, ouvi seis tiros. Eu fiquei com medo, tenho uma menina de dois anos e pensei que ia morrer ... Ele atirou diretamente no policial."

Autoridades policiais pediram ao público para evitar a região.

A metade superior da Champs Elysées, com o monumento do Arco do Triunfo ao fundo, estava repleta de veículos da polícia, luzes piscando e policiais fortemente armados fechando o local depois do que foi descrito por um jornalista como uma grande troca de tiros perto de uma loja da Marks and Spencers.

O incidente aconteceu enquanto os eleitores franceses se preparam para ir às urnas no domingo, na eleição presidencial mais acirrada dos últimos tempos.

A França vive sob um estado de emergência desde 2015 e sofreu uma série de ataques de militantes islâmicos que mataram mais de 230 pessoas nos últimos dois anos.

No início desta semana, foram presos em Marselha dois homens que, segundo a polícia, planejavam um ataque antes da eleição. Uma metralhadora, duas pistolas e três quilos de explosivos TATP estavam entre os armamentos encontrados em um apartamento na cidade do sul do país, juntamente com materiais de propaganda jihadista, de acordo com a promotoria de Paris.

Reuters

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