17/06/09 - 00:00 > AVIAÇÃO

Tráfego aéreo tem queda; Azul toma lugar da Webjet no ranking


Camila Abud / agências
SÃO PAULO - O movimento de passageiros nos voos domésticos caiu 5,47% em maio deste ano ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2009, no entanto, o tráfego aéreo doméstico acumula uma alta de 2%, segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A taxa de ocupação nos voos domésticos recuou para 59,18% em maio de 2009, ante taxa de 70,26% registrada em maio de 2008. Entre janeiro e maio deste ano, o indicador atingiu taxa de ocupação de 62,69%, também inferior à taxa de 67,54% registrada em igual período do ano passado.

Entre as aéreas, a Azul Linhas Aéreas, de David Neeleman, que iniciou atividades em dezembro de 2008, aparece na terceira colocação, com um fatia de 4,16% do mercado, contra 3,62% que abocanhou em abril. Assim, a empresa ultrapassa a WebJet, com 3,99% de participação, e que aparece na quarta posição. Já a TAM Linhas Aéreas manteve a liderança no mercado doméstico com participação de 44,9% em maio deste ano. O percentual, no entanto, é menor que o registrado em igual mês do ano passado, de 49,28%. A Gol Linhas Aéreas viu participação de 42,02% no quinto mês de 2009, ante 45,24% um ano antes. A quinta colocação ficou com a OceanAir, com 2,88%.

Internacional

Nos voos internacionais operados por companhias brasileiras, o movimento de passageiros caiu 5,29% em maio de 2009, comparativamente a maio de 2008. Nesse segmento, a taxa de ocupação caiu para 62,35% no mês passado, ante os 68,31% de um ano antes.

No acumulado de janeiro a maio deste ano, o fluxo em voos de companhias brasileiras para fora do Brasil cedeu 7,08%, sendo que a taxa de ocupação ficou em 66,84%. Entre as empresas aéreas, a TAM lidera a participação de mercado em voos internacionais com 86,84%, seguida pelo grupo Gol/Varig, que registrou em maio uma fatia de 13,09%.

No cenário externo, a aérea British Airways pediu aos funcionários que trabalhem de graça, por até um mês, para ajudar a companhia a sobreviver. O diretor executivo da BA, Willie Walsh, já concordou em abrir mão de seu salário mensal de 61 mil libras (cerca de R$ 193 mil) no mês de julho.

O apelo foi enviado por e-mail a mais de 30 mil funcionários no Reino Unido, pedindo a eles que sejam voluntários para trabalhar de graça ou tirar licença sem vencimento num período que pode variar de uma semana a um mês. O desconto no salário será feito em parcelas, de três a seis meses.



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