04/02/09 - 00:00 > AÇÕES
Consultoria diz que ações da Bolsa são as mais arriscadas

SÃO PAULO - As ações ordinárias da BM&F Bovespa ocupam o primeiro posto no ranking dos papéis mais arriscados do Ibovespa. O levantamento foi realizado pela realizado pela consultoria especializada em análise de risco, Cyrnel International, que de acordo com as cotações da última quinta feira, classificou essas ações com um grau de risco de 2,15.

Com essa classificação, o índice da BM&F Bovespa é mais que o dobro do grau de risco da carteira teórica do Ibovespa - índice que reúne as ações mais líquidas da bolsa paulista.

Os papéis da BM&F Bovespa também lideram no estudo de cenários de estresse. Segundo a Cyrnel, considerando a possibilidade de uma variação de 10% no Ibovespa, tanto positiva quanto negativa, as ações ordinárias da BM&F Bovespa apresentariam a maior variação no mesmo sentido, chegando a 13,07%.

As ações da Gafisa ocupam o segundo posto de ações mais arriscadas, com um grau de risco de 2,10%. O terceiro e quarto lugares também foram ocupados por ações de construtoras. As ações ON da Cyrela Realty apresentaram grau de risco de 1,99%, seguidas pelas ações ON da Rossi Residencial, com grau de risco de 1,98. Segundo a agência, as ações das construtoras continuam muito afetadas neste cenário de credito restrito.

Além disso, o estudo indica que as ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce podem ser as mais afetadas. Em uma variação de 10% do Ibovespa, tanto positiva como negativa, as ações ON da Vale poderiam ter uma variação no mesmo sentido de 12,75% e, no caso das preferenciais série A, a variação seria de 12,48%. Já as ações ON da Petrobras podem apresentar oscilação de 12,21% e as PN de 12%. Neste mesmo cenário, as ações da Gafisa, Cyrela e Rossi apresentariam variação, positiva ou negativa, de 11,98%, 11,20% e 9,92%, respectivamente.


José Guerra