01/06/09 - 00:00 > AÇÕES
Gafisa e Aracruz têm ações mais arriscadas da Bolsa de Valores

SÃO PAULO - As ações ordinárias da Gafisa (GFSA3) e ações preferenciais série B da Aracruz (ARCZ6) lideram o ranking dos papéis mais arriscados do Ibovespa. De acordo com estudo realizado pela Cyrnel International, consultoria especializada em análise de risco, considerando as cotações de sexta-feira, dia 29 de maio, o grau de risco dos dois papéis estava em 2,52, ou seja, duas vezes e meia o grau de risco da carteira teórica do Ibovespa - índice que reúne as ações mais líquidas da bolsa.
Na segunda posição, ficaram empatadas as ações preferenciais da Votorantim Celulose e Papel (VCPA4) e a Rossi Residencial ON (RSID3), com grau de risco de 2,45 cada uma. "O sistema, que desenvolvemos aqui na Cynel, sempre considera como benchmark a carteira completa do Ibovespa, que representa o grau de risco igual a 1", explica Marcos Jorge, analista da Cyrnel.
Na ponta contrária, as ações que apresentam o menor grau de risco são os papéis preferenciais série A da Comgás, com grau de risco de 1,12, seguidos pelas ações PN da Telesp (1,14) e da Cemig (1,19).
O levantamento considera ainda a análise de estresse, que visa identificar os papéis mais voláteis em um cenário de forte alta, ou queda, no Ibovespa. De acordo com a análise, considerando a possibilidade de variação, para cima ou para baixo, de 10% no Ibovespa, as ações ordinárias da BM&F Bovespa apresentariam a maior variação, podendo subir, ou cair, 13,73%. Já as ações da Telesp seriam as menos afetadas, com uma possibilidade de alta ou queda de 3,92%.
O estudo da Cyrnel International mostra ainda o grau de risco médio por indústria. O setor de papel e celulose ultrapassou a construção civil, com grau de risco médio superior a 2,4. O menor grau de risco ficou para o setor de Metalurgia e Mineração, com variação abaixo de 1,9.
PanoramaBrasil
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