Considerado um dos azarões da próxima disputa presidencial em 2018, o deputado e militar da reserva Jair Bolsonaro, do Partido Social Cristão (PSC) do Rio deJaneiro, confirmou que sua candidatura vai decolar na próxima quinta-feira, dia 10 de agosto.



Nesta data, Bolsonaro vai anunciar a sua filiação ao Patriota, o nome que exigiu para se transferir para o PEN (Partido Ecológico Nacional). Segundo o presidenciável, novo nome do partido foi escolhido em uma enquete do partido no Facebook.



Com propostas conversadoras em defesa da família, como o combate à distribuição de cartilhas sobre homossexualismo nas escolas, a situação de Bolsonaro se complicou no PSC, presidido pelo Pr. Everaldo - candidato à Presidência em 2014 - quando a executiva nacional deu aval para o diretório estadual no Maranhão se aliar ao PCdoB do governador Flávio Dino. Revoltado, o conservador Bolsonaro alegou que não foi consultado, que reprova aliança com comunistas. Há oito meses Bolsonaro não conversa com Pr. Everaldo.



Na nova legenda, é provável que Bolsonaro ganhe cargos na executiva e tenha liberdade para fazer alianças regionais nos Estados. Seus dois filhos, os deputados, devem dirigir a legenda em São Paulo e Rio de Janeiro.



À frente de Lula



O Instituto Paraná Pesquisas divulgou novo levantamento sobre as eleições presidenciais de 2018 no estado do Paraná, na última sexta-feira (7), e o resultado mostra que o deputado Jair Bolspnaro está à frente de Luiz Inácio Lulda Silva (PT). A liderança, no entanto, está nas mãos do senador Alvaro Dias (Podemos-PR).



O Paraná Pesquisas ouviu 2.207 eleitores entre os dias 2 a 5 de julho, em 63 cidades do Paraná. O grau de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 



Fim de privilégios



O deputado Arhur Maia (PPS-BA), relator da reforma da Previdência, voltou  a defender que a matéria não seja desidratada antes de ir à votação em plenário na Câmara. Quer colocar um ponto final em privilégios, a exemplo da aposentadoria por tempo de contribuição e o fim das super-aposentadorias nos estados e municípios.



"Se tiver que desidratar ainda mais, é melhor não votar", esclareceu.



Auxílio-moradia na berlinda



O Congresso e o Executivo vão retaliar o Judiciário e o Ministério Público em duas frentes para restringir o pagamento de auxílio-moradia à casta do funcionalismo federal.



No Senado, governistas querem recuperar e aprovar a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o auxílio-moradia pago aos magistrados e procuradores do MPF.



A matéria está pronta para ser votada na Comissão de Constituição e Justiça, desde o dia 6 de março, sob relatoria do senador tucano Ricardo Ferraço (ES), mesmo parlamentar que relatou a reforma trabalhista rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais.



O auxílio-moradia é garantido aos juízes e procuradores há mais de dois anos por meio de liminares concedidas pelo ministro Luiz Fux, do STF. Nesse período, o benefício já custou aproximadamente R$ 4,5 bilhões aos cofres públicos.



No Ministério do Planejamento, está sendo elaborada uma medida para limitar o benefício aos servidores que não possuem  imóvel onde moram ou trabalham.