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08/11/2017 - 00h00

Mercado já olha as eleições de 2018

O adiamento da reforma da Previdência, para 2019, já foi precificado

 

De certa forma, o mercado já reagiu à não aprovação da reforma da Previdência nos últimos dias, quando o Ibovespa apresentou forte queda e o dólar se valorizou  frente ao real. "A não aprovação da reforma em 2017 sugere que ela será jogada para 2019, visto que dificilmente teremos clima político para votar o projeto em meio às eleições gerais do ano que vem", afirma o sócio-fundador do Grupo L&S, Leandro Ruschel. Anteontem, o presidente Michel Temer (PMDB) chegou a admitir a possibilidade de as mudanças no sistema de aposentadorias e pensões não serem votadas neste ano na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Não reforma já foi precificada

Os investidores já não acreditam na aprovação da reforma da Previdência, que já foi precificada com a queda do Ibovespa. "É nítida a resistência dos aliados do governo", segundo o sócio fundador do Grupo L&S, Leandro Ruschel. "O impacto dessa 'realidade' é o aprofundamento do déficit nas contas públicas e a redução da  capacidade de investimento do governo, além de significar juros mais altos", acrescenta. "A reforma continuará sendo um peso no mercado, mas o ponto focal passará a ser as eleições. A partir de agora, o mercado passará a prestar a atenção mais nas eleições"

Mudança de estilo de vida...

Mudança muito rápida do estilo de vida dos brasileiros jovens, expansão do mercado de beleza e higiene para o público masculino e diversidade de gênero são fatores que ajudam a indústria nacional de cosméticos e perfumes, diz a esta coluna Francisco Marques, diretor geral no Brasil do grupo francês Robertet. A empresa é líder mundial na extração e produção de matérias primas naturais e orgânicas para criação de fragrâncias e aromas para cosméticos e alimentos. Entre 2015 e 2016, a companhia cresceu 50% no mercado brasileiro, e o mesmo avanço deve se repetir em 2017.

...impulsiona indústria da beleza...

O desempenho desse mercado fez  com que a operação brasileira da Robertet passasse de 3% para 7,5% do faturamento mundial, de 2015 para cá. "Apesar da crise econômica, o avanço consistente de algumas marcas brasileiras, de venda direta como a Hinode, e outras regionais, é outro fator que manteve nossas vendas em alta", avalia o diretor geral, Francisco Marques. Segundo ele, as vendas são melhores no segmento fragrâncias do que em aromas para a indústria alimentícia. Com a inauguração da segunda fábrica no Brasil, a Robertet dobrará a produção a partir de 2018.

Sem medo de exportar

Vender para o mercado externo é outra razão do bom resultado alcançado por algumas marcas brasileiras, caso do Instituto Embellezze, que continua crescendo na casa de 20% com linhas de produtos mais populares para profissionais, franqueados, escolas de formação, salões de beleza e varejo.  Segundo a gestora de Inovação do grupo, Vanderlina Maria de Oliveira, a marca já está sendo comercializada em 45 países, inclusive na Índia, a mais recente conquista da Embelleze. "Um dos pilares de nosso sucesso é o relacionamento, o jeito como falamos com os consumidores", diz.

Acima da curva

Com forte atuação na América Latina, a israelense NICE, fornecedora líder mundial de soluções que capacitam as organizações a tomar decisões mais inteligentes com base em análises avançadas de dados estruturados e não estruturados, anuncia 36% de crescimento da receita no terceiro trimestre de 2017, impulsionada pelo momento positivo de cloud. "Estamos muito felizes por reportar outro excelente trimestre, uma vez que nossos quatro pilares estratégicos - omnicanal, cloud, soluções analíticas e inteligência artificial - estão impulsionando o excelente momento que estamos vivenciando em nossos negócios. Esses pilares nos capacitaram a abordar um mercado bem maior, ampliando ainda mais a nossa liderança no setor e gerando uma mudança significativa na participação de mercado", disse Barak Eilam, CEO da NICE.

Tributos pioram posição do Brasil...

"Nosso problema não está necessariamente na carga tributária, e sim na disposição e distribuição da mesma. Regra geral a maior parte dos tributos incidem sobre o consumo, o que acaba majorando os contribuintes mais pobres", afirma Sérvulo Mendonça, diretor Organizacional do Grupo Insigne-Audiplauns, especialista em compliance tributário, sobre a posição do Brasil no ranking global sobre ambiente de negócios. Segundo a pesquisa "Doing Business 2018", de 190 países, o Brasil está em 125º lugar na categoria de melhor ambiente de negócios, ocupando pior colocação que a maioria dos seus concorrentes por investimento no mundo. O relatório leva em consideração questões como o tempo e os entraves para se abrir uma empresa, conseguir uma licença de construção, uma ligação de eletricidade.

...em ranking de ambiente de negócios

Um dos piores pontos no Brasil é o pagamento de impostos: neste quesito, o Brasil está em 184º dos 190 países do ranking. O Banco Mundial mostra que, no país, perde-se 1.958 horas por ano com o pagamento de tributos e taxas. E que os impostos em geral representam 68,4% do lucro das empresas, aproximadamente. "Ainda podemos citar os tributos sobre a renda e sobre o patrimônio, sendo que já há grande discussão, inclusive mundial, sobre a fuga da tributação sobre a renda", acrescenta.

Tradicional e segura

Tradicional e segura, a poupança segue como principal opção de investimento dos brasileiros. O maior sistema de cooperativas de crédito do Brasil, Sicoob, apresenta números expressivos da modalidade. Só no primeiro semestre de 2017, o volume de captação foi de cerca de R$ 215 milhões, um crescimento de 249% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o mês de setembro, os depósitos na poupança já haviam alcançado a marca de R$492 milhões, valor superior ao total captado em todo ano de 2016. A expectativa é que o ano feche com R$3,8 bilhões captados. Na opinião de Ricardo de Amorim, gerente comercial de produtos e serviços do Bancoob - braço operacional do Sicoob - a antiga fórmula de guardar dinheiro a partir da credibilidade conquistada pela instituição financeira, seguida por muitos brasileiros, é o que impulsiona o crescimento da carteira a partir do trabalho das cooperativas. "Os resultados do Sicoob seguem uma premissa simples: 'para o crescimento sustentável é preciso poupar'", afirma.

20 milhões de empresas no eSocial

O calendário de implantação do eSocial mostra que no início de 2018 as 14 mil maiores empresas do País, que faturam R$ 78 milhões por ano ou mais, estarão obrigadas a utilizar o novo sistema. Já a partir de julho, todas as demais companhias serão impactadas, ou seja, 20 milhões de empresas, incluindo os microempreendedores individuais. Essas são as expectativas da Receita Federal, divulgadas nos últimos dias. Para não ter problemas com o Fisco, é bom que os empresários se preparem com antecedência para o atendimento da exigência, recomenda Leonardo Gonçalves, diretor de Varejo e Canais da Certisign, Autoridade Certificadora líder na América Latina e especialista em Identificação Digital.

'Restaurante' em hospital 

O Hospital 9 de Julho (H9J) realiza hoje o Wish Day (WD), quando alguns pacientes da área de onco-hematologia poderão fazer pedidos especiais ao chef de cozinha do hospital. Segundo Celso Massumoto, onco-hematologista na unidade de Transplantes de Medula Óssea, a ideia é oferecer uma experiência gastronômica a quem está internado. "Nossa preocupação vai além de proporcionar o que há de melhor na Medicina em tratamento. Estamos sempre pensando em iniciativas que ofereçam mais conforto e acolhimento aos pacientes", explica o médico. O WD funcionará da seguinte maneira: o chef de cozinha do H9J, Fabrício Campos e uma nutricionista da equipe, passarão no quarto de alguns pacientes para identificar, em uma conversa informal, qual o prato preferido deles. Sem que saibam, o chef irá preparar a comida escolhida e servir na hora do almoço como se fosse em um restaurante.

 

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