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19/09/2017 - 05h00

O que vai sobrar da reforma política

Medida não deve passar da definição de novas regras para o financiamento das campanhas nas eleições de 2018

Parece piada, mas não é. No Brasil da propina em escala, do sistema institucionalizado de compensação financeira aos favores dos governantes e políticos ao setor privado, a tão propagada e defendida reforma política não deve passar da definição de novas regras para o financiamento das campanhas nas eleições do ano que vem. Com as doações de empresas proibidas, deputados e senadores estão empenhados mesmo em garantir meios de custear os gastos de 2018. Dessa forma, as propostas de emenda constitucional (PEC), que um dia insinuaram a possibilidade de mudanças estruturais no modelo político-eleitoral, serão enterradas por mais um bom tempo.

 

Só o custeio de campanhas

O que o Congresso deve votar é um projeto de lei já aprovado pela Comissão Especial, que trata de regras para o financiamento de campanhas. Segundo a Arko Advice, nos bastidores, a forma de arcar com o custo da próxima eleição é vista pelos parlamentares como o ponto mais importante da reforma. Essa matéria é tratada em lei ordinária, facilitando a tramitação, por necessitar de menos votos que uma mudança na Constituição. Sem exigir segundo turno, a votação será rápida para ser sancionada até sete de outubro, um ano antes das eleições de outubro de 2018.

 

Ferrovias privadas

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados da ANTT, mais de 95% da malha ferroviária brasileira são operados pelo setor privado, num total de 26.165 quilômetros. No que depender do plano de concessões do governo federal, o País chegará a quase 100% de ferrovias administradas pela iniciativa privada. Três trechos estão previstos para serem leiloados até o fim de 2018: Ferrogrão, Norte-Sul, e Oeste-Leste (Fiol). Para a CNI, a superação do déficit em infraestrutura no Brasil depende do aumento da participação privada no setor.

 

Mercado de fundição...

Depois de três anos seguidos de queda, o mercado de fundição cresceu 7% no acumulado de janeiro a julho últimos e espera encerrar 2017 com um índice 10% maior do que em 2016, puxado pela demanda da indústria automotiva, segundo a Associação Brasileira de Fundição (Abifa). O objetivo da entidade é fechar o ano com os mesmos números de produção de 2015 - 2,3 milhões de toneladas, 20% delas destinadas às exportações. O País tem capacidade para produzir até 4 milhões de peças fundidas anualmente.

 

...comemora alta sustentável

"Estamos muito confiantes nisso, pois já registramos sete meses de crescimento em 2017 e esperamos faturar US$ 7,5 bilhões no ano. Sinto que não estamos mais em um voo de galinha, mas vivemos um crescimento sustentável no mercado de fundição", afirma Roberto João de Deus, diretor-executivo da Abifa. Para aproveitar essa retomada, a Apex-Brasil promove, de 26 a 29 deste mês, durante a Feira Latino-Americana de Fundição (FENAF), no Expo Center Norte, em São Paulo, a Rodada de Negócios Internacional no Projeto Foundry Brazil, com 24 fundições participantes.

 

Relacionamento empresa-cliente

Investir na evolução da experiência do cliente se tornou uma obrigação para garantir o futuro de qualquer companhia, e trazer rentabilidade, argumenta Tomás Duarte, CEO da Tracksale, empresa que orquestra as interações com o cliente, envolvendo equipes de tecnologia, inovação, atendimento, relacionamento, lealdade, fidelidade, finanças, marketing. "A experiência do cliente passa por todos os pontos de contato, desde o aplicativo da empresa até o atendimento na linha de frente", enfatiza o executivo. Com base nessas premissas, a Tracksale promove em 28 deste mês, em São Paulo, a 4ª edição do CX Summit para debater as mudanças no atendimento aos clientes, na era dos negócios digitais. Dentre os palestrantes, especialistas como Murilo Gun, da Creativity Teacher da Keep Learning School; Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech; Renato Camargo, Head de Marketing/Loyalty no Grupo Pão de Açúcar.

 

Jurimetria e big data

Hoje, a Faculdade de Direito do IDP-SP realiza, em parceria com o Insper, a Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ) e a Associação Brasileira de Lawtechs e LegalTechs (Ab2l), o seminário Análise de Big Data e Políticas de Acordo. O evento debaterá como a jurimetria e os modelos preditivos (função matemática que, aplicada a uma massa de dados, consegue identificar padrões e prever o que poderá ocorrer) vão revolucionar a estratégia de acordos judiciais e extrajudiciais. "Diante do imenso volume de dados gerados pelas disputas judiciais e extrajudiciais e o grande impacto dessas demandas nos negócios, as novas tecnologias permitem uma análise mais rápida e precisa do valor ideal de acordo, com base em indicadores e variáveis que estão aprimorando a prestação de serviços dos departamentos jurídicos de empresas e escritórios de advocacia", explica Alexandre Zavaglia Coelho, diretor executivo e coordenador do curso de Ciência de Dados aplicada ao Direito do IDP | São Paulo.

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