Como repetia a cada fala pública, o então ministro da Fazenda do governo FHC, Pedro Malan, que renegociou com governos estaduais um amplo refinanciamento das dívidas estaduais nos anos 90, "não existe almoço grátis". A afirmativa continua válida quase vinte anos depois, diante de novo socorro financeiro da "viúva" Tesouro Nacional a governos subnacionais. Nos últimos dias, o governo Temer (PMDB), por meio do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), está indicando aos governadores que a ajuda com a suspensão da cobrança de dívidas federais terá seu preço. O Planalto não abre mão da privatização de empresas estaduais.



 



Privatização já



 



Depois de vetar a falta de contrapartida estadual à suspensão da cobrança de dívidas junto ao Tesouro Nacional, aprovada pela Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer vem demonstrando ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que o estado terá de privatizar integralmente a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), em troca do socorro financeiro. O mesmo deve ocorrer com os governos do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que junto com o Rio de Janeiro decretaram "calamidade financeira" e serão os mais beneficiados.



 



Reforço no ensino médio



 



E por falar em Rio: o Curso Radical, na Zona Sul do Rio, fechou o ano de 2016 com avanço de 25% no número de alunos vindos de escolas particulares, refletindo o aumento da participação de estudantes de escolas privadas na rede pública do Rio, que passou de 5,15%, em 2010, para 11,12%, para 2015. Com a crise econômica e nas escolas públicas, a classe média prioriza ingresso dos filhos nas universidades federais, técnicas e em institutos militares, cujas vagas são altamente disputadas, diz Evaldo Zaroni, sócio-fundador do curso Radical.



 



Container entra em campo



 



Único setor que apresentou um PIB (Produto Interno Bruto) positivo em 2015 no Brasil foi o agronegócio, com incremento de 1,8%, de acordo com o IBGE. Para 2016, analistas acreditam que a expansão será entre 1,5% e 2,2%. A Inovar Locações, rede especializada em aluguel de equipamentos, está pegando carona nesse movimento.  Desde 2016, a empresa disponibiliza containers para locação, sendo o mais utilizado o container almoxarifado, focado na estocagem e segurança de defensivos agrícolas e sementes de alto poder genético e de tecnologia.



 



Emprego e franquias



 



Dentre as redes de franquias que inauguraram mais de cem unidades em 2016, impulsionadas pelo desemprego, está a de lavanderias Lava e Leva, que já conta com 289 unidades, gerou 1.150 empregos nas 112 franquias abertas só ano passado. Em 2017, a rede pretende gerar 1.600 empregos em todo o Brasil. O faturamento bruto de cada unidade é de R$ 18 mil mensais. Neste ano, a rede Lava e Leva estima investir R$ 500 mil. Além disso, a expectativa é um faturamento de R$ 86 milhões e 400 unidades em funcionamento.



 



Cinema hightech



 



A indústria do cinema, inclusive a exibição, está ficando cada vez mais sofisticada. O público da capital paulista já pode aproveitar toda a tecnologia e autonomia do primeiro cinema equipado com projetores a laser e autoatendimento da América Latina. O complexo da Rede Cinesystem Cinemas foi aberto ao público ontem (11) no Morumbi Town Shopping, marcando a chegada da exibidora à capital. Os diferenciais de som e imagem poderão ser percebidos não só nas salas, mas em todos os ambientes do multiplex. Essas inovações serão possíveis graças à tecnologia da Barco, sua principal parceira nesse projeto e desenvolvedora do conceito Barco Innovation Center (BIC), inédito na América Latina, que une os projetores a laser e o inovador Lobby Domination. A Rede investiu mais de R$ 16 milhões e a capacidade total é de 1.139 pessoas em lugares numerados e os ingressos variam de R$ 24 a R$ 61 nas entradas inteiras.