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13/09/2017 - 05h00

Renca: falta política ambiental para o País

Especialista avalia que capacidade pública de fiscalização e previsão de externalidades negativas é o principal problema

Embora o governo tenha voltado atrás no decreto que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) - depois de inúmeros protestos -, o problema persiste porque falta uma política pública para a região amazônica. A afirmação é da especialista em meio ambiente e sustentabilidade Claudia Orsini. "É na falta de capacidade pública de fiscalizar as atividades e prever todas as possíveis externalidades negativas que reside o principal problema ambiental no país. Os decretos permitindo a exploração mineral na área,  caso tornem-se vigentes, pouco contribuiriam para o desenvolvimento sustentável da região."

 

Corrupção x afrouxamento legal

A intenção do governo, de disciplinar a mineração - que já ocorre de forma ilegal, por meio de garimpeiros -, não foi aceita pela sociedade por causa da má reputação dos órgãos públicos em relação a temas ambientais. "O governo sinaliza afrouxamento da regulamentação para licenciamento ambiental e há discussões sobre novas formas de demarcar áreas indígenas e terras de quilombolas. Mas em um país em que a corrupção impede o cumprimento de leis básicas, qualquer afrouxamento legal pode ser um golpe certeiro", diz Orsini, também analista da GO Associados.

 

Ausência total de fiscalização  

Ainda de acordo com a especialista, o fato é que o governo não tem qualquer controle sobre a Renca. A reserva nunca foi visitada pelos fiscais locais por falta de recursos, segundo os próprios responsáveis  pela fiscalização da Renca. A mineração também carece de fiscalização adequada. "Pouco se falou nas externalidades que podem ser geradas com a ida de mineradoras para a região e com o consequente crescimento desordenado", comenta Claudia Orsini. O melhor, segundo ela, seria a permissão da Renca, mas mediante uma lista de exigências ambientais.

 

Pequenas, mas bem 'governadas'

É possível pequenas e médias empresas, e também as startups contratarem serviços profissionais a preço justo e adequado às suas necessidades? Para Geuma Nascimento, sócia-fundadora da Plural do Saber - Gestão Empresarial, sim. "Hoje, os clientes estão bem informados e têm grandes expectativas sobre o que compram. Qualquer empresa - não importa o tamanho e segmento - pode percorrer o longo caminho para garantir o seu futuro através da introdução de um sistema de gestão contínua para atribuir mais coerência e melhorar as práticas de governança", afirma.

 

Horas de profissionais experientes

A Plural do Saber exerce um papel de execução freelance como um profissional interino hands-on ou executivo, a depender da necessidade da empresa, explica Geuma Nascimento. "Vendemos horas de profissionais experientes; inclusive assumimos cadeiras em conselhos de Administração ou Fiscal. A rigor, acreditamos que as startups, por exemplo, precisam mesmo é de especialistas experientes na execução de atividades que de alguma forma, os fundadores não acumulam tanta experiência ou não conseguem acumular o volume de trabalho requerido pelo negócio", conclui

 

Expansão na América Latina

A Calçados Bibi, rede de franquia de calçados infantis do Rio Grande do Sul, inaugurou, neste final de semana, a primeira loja internacional da rede, em Lima (Peru). Este será o pontapé inicial da marca, que busca implantar mais cinco lojas no Peru até 2019. Outros países também estão no plano da franquia para expansão, como Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Bolívia.  A primeira loja Bibi no exterior foi inaugurada no último dia 9, no Shopping Mall del Sur, na capital do Peru. Com 96 unidades - 19 delas próprias e uma internacional -, a marca também exporta produtos para o comércio multimarcas de mais de 70 países. "A inauguração dessa loja marca uma nova fase da Bibi no exterior. De acordo com a aceitação e bons resultados, analisamos implantar mais cinco lojas no Peru até 2019. Outro país que está em nossos planos para receber um quiosque da Bibi é a Costa Rica. Tal operação dará espaço para o ingresso de outros espaços físicos na região. Além disso, a Bibi já está prospectando a implantação de unidades na Argentina e no Chile, e trabalhando com parceiros visando à expansão da franquia para Colômbia, Equador e Bolívia", afirma a diretora de varejo da Bibi, Andrea Kohlrausch. 

 

Terceirizar back office de sistemas de gestão...

Nos últimos meses, os executivos da Dzyon S.A., empresa de desenvolvimento de software de gestão empresarial sediada em São Paulo, começaram a observar que alguns clientes vinham deixando parte dos programas ociosos . "Com os mercados em baixa ou oscilando loucamente, abandonar informações gerenciais geradas pelos sistemas de ERP não fazia sentido", diz a CEO da Dzyon, Francine Nonaka. "Isso nos intrigou. Por que vinham abrindo mão de algo que poderia ajudá-los a melhor navegar em mercados nervosos?" A resposta veio através de consultas detalhadas feitas com os clientes de pequeno, médio e grande portes que mais deixavam ociosos os sistemas de controles contábeis, fiscais e de RH.

 

 

... ajuda empresas a sair da crise

Com o agravamento da crise, as empresas vinham "deixando para amanhã" as operações de gerenciamento, sob a desculpa verdadeira de falta de pessoal. A descoberta acabou gerando uma nova linha de soluções na Dzyon, que está passando a operar, total ou parcialmente, os softwares gerenciais instalados nos clientes com dificuldades, explica o CEO. Em pouco menos de seis meses, o serviço de back office de sistemas de gestão corporativa já opera em mais de 15 clientes corporativos, usando também em partes da companhia o suporte da equipe Dzyon para gestão contábil, fiscal e financeira, obrigações legais, recolhimentos referentes a folhas de pagamentos, emissão de notas fiscais e controle de faturamento. A ideia agora é aumentar a oferta do serviço. "Terceirizar o back office é uma nova cultura que nos gera muita satisfação por apoiar a gestão de negócios do cliente e ajudar na tomada de decisões", diz Francine Nonaka.

 

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