Plano de voo Liliana Lavoratti Editora de fechamento
09/08/2017 - 05h00

Um fim de ano caótico para as empresas

Em novembro, começa a valer a nova legislação trabalhista e o eSocial, com mudanças relevantes para as companhias

Final do ano sempre é estressante para as empresas, especialmente o comércio, que tem de se equilibrar entre as vendas aquecidas, o reforço do treinamento e as tarefas já tradicionalmente extenuantes dessa época. Em 2017, ao estresse "normal", em novembro começa a valer a nova legislação trabalhista e o eSocial, que trazem mudanças relevantes na relação das empresas com o Fisco e com os trabalhadores. Mas o ideal seria que ambos os projetos fossem implantados paulatinamente e não de forma simultânea, de maneira que as empresas pudessem se planejar. As empresas também estarão às voltas com outras obrigações fiscais.


Reforma trabalhista, eSocial, 13º salário


"O caos aumenta com o fato de o eSocial ainda não contemplar as mudanças da nova lei trabalhista", alerta a diretora de recursos humanos e sócia-diretora da Attend Assessoria Consultoria e Auditoria, Dilma Rodrigues. Além de pagar o 13º salário, realizar festas e eventos, férias e planejamento tributário, já em novembro, as empresas estarão às voltas com novas obrigações como EFD Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), eSocial, que vão gerar um volume expressivo de informações das empresas para a Receita Federal.


Clientes, fornecedores, contabilidade


"São muitas frentes diferentes que precisam ser trabalhadas ao mesmo tempo. Tem o cliente, o fornecedor da área de recursos humanos e contabilidade, o desenvolvedor de software de folha de pagamento e o desenvolvedor do eSocial. Qual a chance de as empresas não se perderem em meio a este processo e tomarem decisões estratégicas equivocadas? Como se planejar diante de um cenário repleto de obrigações urgentes e incertezas?", questiona a diretora da Attend Assessoria Consultoria e Auditoria, Dilma Rodrigues.


Caos piora no início de 2018


No início de 2018, o caos deve piorar, com obrigações como DIRF, RAIS e informe de rendimentos, ao mesmo tempo em que as empresas já deverão ter implantado o eSocial e EFD Reinf.  Além disso, no meio de 2018 já valerá a implantação da área de medicina ocupacional dentro do eSocial, o que demandará esforço extra. "A saída é antecipar ao máximo as tarefas padrões, como 13º e férias, e validar informações disponíveis no eSocial. Até setembro, tudo isso precisa estar bem definido. Mais do que em anos anteriores, não há espaço para erros e hesitações", enfatiza Dilma Rodrigues.


Internet das coisas na indústria


Representantes do governo apresentaram à Confederação Nacional da Indústria (CNI), em reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), estudo do BNDES e MCTIC que definirá a estratégia nacional para a internet das coisas no período de 2018 a 2022. O trabalho, que será concluído ainda neste ano, abordará com destaque a internet das coisas em quatro frentes: cidades, saúde, rural e indústrias, incluindo os setores automotivo, têxtil, de mineração e petróleo e gás. O tema faz parte da estratégia da MEI para o desenvolvimento da agenda de inovação no Brasil.


Liliana Lavoratti é editora-fechamento
liliana@dci.com.br
 

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