Indústria
07/08/2012 - 00h00 | Atualizado em 07/08/2012 - 01h44

Petrobras crê em reversão de prejuízo com efeito da alta dos combustíveis

RIO DE JANEIRO - A Petrobras avalia que os fatores que causaram o primeiro prejuízo da empresa em mais de 13 anos no segundo trimestre não devem se repetir na mesma intensidade nos próximos

Agências

RIO DE JANEIRO - A Petrobras avalia que os fatores que causaram o primeiro prejuízo da empresa em mais de 13 anos no segundo trimestre não devem se repetir na mesma intensidade nos próximos períodos, e a empresa crê numa reversão dos resultados negativos. As perdas fizeram até a presidente Graça Foster comparecer à conferência de imprensa, o que tradicionalmente fica a cargo do diretor-financeiro. A executiva tentou passar confiança aos acionistas, reafirmando o compromisso da empresa com sua rentabilidade e já defendeu novo reajuste no preço da gasolina e do diesel no mercado interno para garantir os resultados. Como a estatal compra combustível com preço mais alto do que o de revenda, a defasagem de preços é um dos fatores responsáveis pelo prejuízo de R$ 1,3 bilhão da companhia no segundo trimestre deste ano. "As nossa reservas estão presentes, as nossas descobertas têm sido constantes e o nosso conhecimento é capaz de reverter o resultado negativo", disse a presidente da Petrobras.

Foster assegurou que, "de forma sistemática", tem falado do problema com o Conselho de Administração da empresa. O órgão recentemente autorizou aumentos de 8% da gasolina e de 4% do diesel. Esses reajustes devem puxar para cima os próximos balanços, mas não foram suficientes para garantir a paridade entre os preços externo e interno. Na sexta-feira, a Petrobras divulgou um prejuízo líquido de R$ 1,346 bilhão no segundo trimestre, a primeira perda trimestral em mais de 13 anos, por conta da desvalorização do real e da defasagem de preços dos derivados no mercado interno. Uma queda da produção e maiores custos exploratórios também pesaram nos resultados.

A Petrobras teve um grande número atípico de poços secos no segundo trimestre, o que afetou o seu desempenho. Essas ocorrências têm relação, entre outras coisas, com uma maior exploração em novas fronteiras, afirmou o diretor de Exploração e Produção, José Formigli.

A produção menor e a maior utilização de óleo nacional pelas refinarias contribuíram para a redução das exportações da estatal no segundo trimestre, segundo Graça Foster. O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, por sua vez, disse que a importação de gasolina projetada para o terceiro trimestre é menor em comparação com períodos anteriores.

A estatal anunciou no final da sexta-feira que assinou contratos com seis empresas para afretamento e operação de 12 plataformas flutuantes de perfuração. Os acordos foram firmados com as empresas Sete Brasil, Queiroz Galvão, Petroserv, Odebrecht, Odfjell e Seadrill. As sondas serão construídas no Brasil, com percentuais de conteúdo local entre 55% e 65%, e, após completadas, serão afretadas à Petrobras por um período de 15 anos.

 

Imprimir

Versão digital (18/09/2014)

Para assinantes Assine o jornal impresso e tenha acesso total à versão digital.
Versão digital do DCI
Clique e assine hoje mesmo
Publicidade

Nós curtimos

TVB Nova Brasil FM Rádio Central AM
Uma empresa das Organizações Sol Panamby
© 2014. DCI Diário Comércio Indústria & Serviços. Todos os direitos reservados.