São Paulo - Seguindo um calendário de manifestações contra as reformas do governo Michel Temer, as centrais sindicais realizam hoje atos em todo o País. A movimentação servirá como termômetro para avaliar a possibilidade de uma greve geral.

Esta será a última de duas manifestações que luta contra a "retirada de direitos". A primeira aconteceu no último dia 11 e contou com boa parte do movimento trabalhista, liderada pela CUT, CTB, Intersindical, CGTB, Conlutas e Nova Central. Apenas a Força Sindical e a UGT - segunda e terceira maior central do País - não estiveram reunidas, pois estavam em período de renovações nos contratos dos sindicalizados.

Com força total, a expectativa é de conseguir reunir o maior número possível de trabalhadores e fazer frente à pauta do governo federal, sobretudo no que corresponde à reforma trabalhista e da previdência social.

"Esperamos repetir os atos do dia 11. É mais um dia de mobilização, importante, assim como foi no dia 11, e temos que valorizar a oportunidade de construir um ato em conjunto com as centrais. As conversas e negociações políticas seguem nesse meio tempo", afirmou o presidente estadual da CUT em São Paulo, Douglas Izzo.

Ainda assim, por ter liderado a primeira manifestação, a CUT deve deixar o protagonismo de lado e contar com o poder de mobilização da Força e da UGT. Logo pela manhã, às 7h30, o deputado federal e presidente da central, Paulinho da Força e outras lideranças estarão em ato com trabalhadores na região da Barra Funda, discutindo a reforma da previdência.

Às 11 da manhã, o ato seguirá para a região central da capital paulista, em frente à superintendência do INSS, no Viaduto Santa Ifigênia. Além desses dois, que contarão com a presença das lideranças das centrais, outros atos acontecerão em todo o País.

O dia nacional de greves e paralisações contará com a adesão de setores da educação, servidores públicos e categorias da iniciativa privada como trabalhadores dos transportes, metalúrgicos, operários da construção civil, petroleiros, químicos, além do movimento social e estudantil.

Sem união nas Frentes

Com um grande ato marcado para domingo (27) e ampla divulgação nas mídias sociais, a manifestação das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular não sairão como planejado.

Isso porque - segundo garantiram fontes do movimento social - houve desencontro nas agendas dos dois grandes personagens do ato: o ex-presidente Lula e o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica.

Sem os convidados de peso, a frente Brasil Popular optou por não comparecer ao ato na Paulista e a Povo Sem Medo resolveu transferir sua passeata para o Largo da Batata. Por ora, as duas frentes que reúnem o maior número de siglas à esquerda no Brasil estudam uma reunião no próximo mês, definindo um novo calendário para o ato cancelado.