SÃO PAULO – Estudo realizado com profissionais formados no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) mostra que, um ano depois de obterem o diploma, os trabalhadores de nível técnico conseguem aumentar sua renda em 24%.



O levantamento – feito pela própria instituição entre 2010 e 2012 acompanhou metade das quase 40 mil pessoas que terminaram os cursos em 2010 com o objetivo de analisar os impactos da educação profissional na sua empregabilidade.



De acordo com a pesquisa, 72% dos ex-alunos dos cursos técnicos conseguem trabalho no primeiro ano depois da formatura e têm renda média de 2,6 salários mínimos, o que, na época do estudo, equivalia a R$ 1,6 mil. Além disso, 73% estão ocupados em atividades relacionadas à área de formação. A renda média desses profissionais é 19% maior do que a os ocupados em outras áreas.



“Os resultados reforçam a ideia de que o ensino técnico pode ser uma escolha para os jovens brasileiros”, afirma o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi.  Ele lembra que hoje apenas 17,6% dos jovens de 18 a 24 anos seguem para a universidade. Um contingente de 5,3 milhões não trabalham nem estudam, e formam o que demógrafos chamam de “geração nem nem”. “Para esses jovens especialmente, a educação técnica é uma chance de entrar no mercado de trabalho de forma qualificada, em uma carreira promissora e estável, sem que isso signifique um caminho que exclui a universidade”, diz Lucchesi, referindo-se ao fato de que 42% das pessoas estavam estudando no ano seguinte à conclusão do curso técnico.



A pesquisa também consultou as empresas onde os ex-alunos do Senai estão empregados, e 42% dos supervisores entrevistados consideram esses trabalhadores superiores aos demais empregados. Além disso, 94% das empresas contatadas preferem contratar profissionais formados na instituição.